sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Túnel do tempo - Agosto na história da futebol

Relembrando o que aconteceu no mês de Agosto em alguns anos:

26/08/1983


26/08/1983 


Agosto de 1995


Agosto de 1996




Agosto de 1997


Agosto de 1998


 Agosto de 2004



 Agosto de 2005


Agosto de 2009




quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Assim como o vento, vem e vão!

Que o futebol brasileiro, mais precisamente fora de campo, nunca foi uma maravilha todos nós já sabemos. E o que é pior, fica mais evidente que com o passar do tempo não se vê nenhuma evolução para melhorar isso. Baseado nisso, clubes demitem os técnicos a revelia, tenha ele experiência ou não. Com tempo para desenvolver um novo trabalho ou não. Assim como o vento, os técnicos vem e vão.

O Internacional, anunciou no dia 12 de Julho, Paulo Roberto Falcão como técnico da equipe, a terceira passagem dele pelo clube gaúcho.


Eis que 29 dias depois de iniciar sua segunda passagem pelo gigante das margens do lago Guaíba, ele é demitido. 


Falcão chegou com o Inter beirando a lanterna do campeonato brasileiro, o clube já não vencia há 6 jogos. O técnico não teve de fato o tempo necessário para treinar a equipe e não recebeu os reforços que a diretoria prometeu na sua apresentação. Nessa segunda passagem foram 5 jogos (2 empates e 3 derrotas) e se despediu com o clube na 13ª posição, e com 11 jogos sem vencer.

Falcão é ídolo do Inter, fato!

Na primeira passagem como técnico do clube em 1993 não teve muito sucesso. Voltou em 2001 e na segunda passagem conquistou o campeonato gaúcho sobre o rival, mesmo que não tenha sido uma campanha de encher os olhos, ganhou. Depois foi demitido após um mal começo no brasileiro. Voltou a treinar no ano seguinte o Bahia e também conquistou o estadual, após um mal inicio no brasileiro, foi demitido. Ficou um tempo fora do futebol e voltou em 2015 para treinar o Sport-PE, com a boa campanha no brasileiro foi mantido para 2016, mas não foi bem no clube pernambucano e acabou demitido após eliminações da Copa do Nordeste para o Campinense e do estadual para o Santa Cruz.

Falcão é elogiado por todos do meio, pela sua postura, inteligência, ética e profissionalismo e como se diz na gíria do futebol, é muito "gente boa". Acho que por isso se torce tanto para que ele dê certo no futebol. Na verdade espera-se que ele seja o que foi dentro de campo, mas falta entender que com raríssimas exceções isso acontece.

O que não se pode conceber é que um profissional seja avaliado após um trabalho de 5 jogos. Um contrato que inicialmente fora assinado para durar 12 meses, não tenha passado de 1 mês.

Com isso fica claro o quão pode ser traumática a gestão de um clube que, tenta arrumar uma solução para os resultados ruins dentro de campo, mas não enxerga que primeiro precisa se estruturar internamente.

Como há muito tempo venho falando, o grande problema do futebol brasileiro esta dentro de campo e não fora dele.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Ex-país do futebol!


Talvez (e com certeza!) para essa pergunta teremos as respostas mais variadas. O que tem ocorrido para o pífio desempenho da seleção brasileira (principal ou as inferioes)?

Na minha opinião são vários aspectos: técnico, tático, estrutural, administrativo, etc. todos eles conjuntamente fazem com que os resultados não venham como queríamos.

O futebol brasileiro está defasado taticamente?
O que acontece dentro de campo é reflexo do vemos fora dele?
Há salvação?
Demora?

Esse sem dúvida é o pior momento do futebol brasileiro e olhe que já passaram mais de 2 anos desde o fatídico dia que a seleção foi goleada em pleno Mineirão. Desde aquela distante quinta-feira, quando se viu desabar tal como uma muralha aquilo que tínhamos mais orgulho, nossa "autoestima" futebolística. Nesse dia ficou claro e evidente que só a camisa amarela já não faz tanta diferença se não quem não vestir ela também faça a diferença e mais, se quem comandar administrativamente todo esse pessoal não estiver em harmonia, nada vai pra frente.

Presidentes presos ou envolvidos em falcatruas, como conseguir confiar ou sentir orgulho de uma instituição dessa. Nosso planejamento não existe, ficamos anestesiados a indignação já não é suficiente. Nada se faz nesse entorno. Os que foram escolhidos para comandar a seleção nas últimas competições, representavam um modelo velho, independente de suas qualidades e que são muitas, não merecíamos o mais do mesmo.

O principal começa fora de campo e mais cedo ou mais tarde afetaria o desempenho dentro dele. Todo esse pessoal que comanda o futebol brasileiro é contra toda e qualquer organização do futebol a partir dos clubes, como se se dá em outros centros do futebol mundial. A situação é tão suja que a CBF convida para assistente técnico o dono do hotel que hospeda a própria seleção, não existe ética e muito menos transparente.

Dentro de campo uma sucessão de erros faz com que não consigamos fazer um gol sequer no Iraque e Africa do Sul (no caso a seleção olímpica) mesmo com o diferenciado Neymar em campo. 

TECNICAMENTE sempre fomos melhores. 
FISICAMENTE fomos em determinado momento. 
TATICAMENTE nunca fomos aplicados nesse quesito e por ser tecnicamente melhor que os outros, sempre arrumava-se um jeito de superar. 

Infelizmente existe um círculo vicioso no comando técnico das equipes brasileiras e nosso futebol ainda é avesso ao novo, é restrito a chegada de novas ideias e quando isso acontece bastam três ou quatro resultados negativos para que tudo desabe e a palavra volte atrás. Talvez nas próximas décadas a situação mude, mas convivemos com ações ultrapassadas, a grande maioria não estuda variações táticas, não dá treinamentos específicos ou não ensina as divisões de base para o futebol atual. divisão de base apenas ensina futebol, o modelo é o que menos importa e deveria ser o contrario. Um jogador de base deveria chegar ao time principal formado para jogar de acordo com o método de trabalho que esta sendo utilizado pelo técnico "de cima". Na prática ocorre totalmente diferente. O técnico da base tem um método, o da principal tem outro, o técnico das seleções inferiores tem outras e por aí vai.

Repito, tudo que acontece para os insucessos do futebol brasileiro é uma série de fatores que como produto final nos dá os pífios resultados que temos visto ultimamente, É preciso desorganizar para organizar, fazer como outros centros fizeram, propor e de fato reorganizar a casa. 

Caso isso não seja feito, ficaremos pra sempre na mesmice até chegar ao título de "ex-país do futebol".


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

O que nos leva a frequentar um estádio de futebol?

Há mais de 10 anos li esse artigo publicado na Revista Superinteressante, onde de forma muito clara se faz uma análise psicológica do que nos move a frequentar um estádio de futebol, interagir com estranhos e nutrir uma paixão, quase que obsessiva por um time de futebol.

Gostei muito e resolvi compartilhar.

Profissão: Sofredor 

Rodrigo Vergara / Adriano Sambugaro

Euforia, ódio, êxtase, depressão e tristeza. Tudo no volume máximo. O que há em um estádio capaz de mexer tão profundamente conosco?

Imagine uma final de campeonato vencida pelo seu time nos pênaltis. Repare no silêncio e na angústia à sua volta quando o juiz apita o final da partida, quando todo mundo – correligionários e adversários – percebe que o título será decidido em cinco chutes? A decepção e a tristeza no rosto dos torcedores quando uma cobrança é desperdiçada. E o seu alívio, seguido de alegria, quando a bola vai parar lá no fundo da rede adversária. De repente, em um chute, seu time vence. E você se entrega a um desvario. Grita até perder o ar dos pulmões, pula abraçado a estranhos, faz gestos obscenos e xinga os adversários. Gente que você nunca viu. Contra quem você não pode fazer qualquer reclamação lógica. Alegria, alegria. Fúria, fúria.

Alegria? Pelo quê? A vitória da equipe traz algum benefício real? Claro que não. Acrescenta alguma coisa à sua vida? Também não. E a fúria? De onde vem esse ódio tão sangüinolento quanto injustificável? Então por que sofremos, nos alegramos e nos enfurecemos por um time, uma coisa com a qual não temos nenhum vín-culo palpável? O que há em um estádio que causa tanta comoção?

A resposta a essas perguntas é a mais simples possível: o torcedor vai ao estádio em busca de emoção. Ele vai para sorrir e para chorar. Às vezes, sem preferência entre as duas coisas.

“A felicidade de ver meu time campeão é algo que não tem preço, como a paz mundial ou o fim da miséria, algo que não pode ser comprado nem por um milhão de libras”, diz o escritor inglês Nick Hornby, em seu livro Febre de Bola, sobre sua paixão pelo time do Arsenal.

Não é exagero. Ganhar é melhor que perder, sem dúvida. Mas note que, para Hornby, o que não tem preço não é o título em si, mas a felicidade que essa conquista traz. Ou seja, o propósito do entretenimento não é a vitória – que, no final das contas, não muda nada na vida do torcedor. É a emoção. A partida ideal é a mais emocionante possível, uma vitória de virada, no último minuto, de preferência jogando com um atleta a menos. Ou até mesmo uma derrota, desde que tenha sido heróica. “A regra do espectador é essa: ‘Quanto mais emoção, melhor’”, diz Odair Furtado, professor do departamento de Psicologia Social da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC).

“O estádio é um dos espaços reservados pela sociedade para vivermos emoções que, fora dele, não são socialmente aceitas”, diz a antropóloga Márcia Regina da Costa, da PUC de São Paulo. Nessa terra do faz-de-conta, até ditados populares são suspensos. Fora das arquibancadas, por exemplo, “homem que é homem não chora”. No estádio, porém, marmanjos ostentam as lágrimas com orgulho. Na “vida real”, nenhum pai deixaria seu filho gritar palavrões na sua frente, ainda mais perante estranhos. Na torcida, ele sorri ao lado do jovem.

É como se revivêssemos e extravasássemos os desejos reprimidos no cotidiano: a vontade de esganar o sujeito que riscou seu carro, o desejo de xingar o chefe que descartou sua idéia brilhante. A vida em sociedade exige que guardemos essas vontades conosco. “A sociedade se desenvolveu em torno de rotinas, como o trabalho e o cuidado com a família, impostas pela busca da racionalidade. Isso implica dominar as emoções. Quanto mais complexa a sociedade, mais contidas as emoções”, diz Furtado.

O esporte moderno nasceu logo depois do Renascimento, na Europa. Não por acaso, na mesma época e lugar em que surgia o que hoje chamamos de “comportamento civilizado”. O parlamento, por exemplo, no qual as diferenças passaram a ser resolvidas no verbo, e não no muque, é um dos legados daquele período. “Os conflitos deixaram de ser militares para serem políticos, e a etiqueta e o decoro passaram a fazer parte da vida aristocrática”, diz o antropólogo José Sérgio Leite Lopes, professor do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro. A competição esportiva serviu de válvula de escape a essa vida absolutamente regrada. Só que, antes de ser adotada pela aristocracia e de ingressar no mundo civilizado, a prática foi disciplinada por regras e limites. As disputas populares que existiam até então não tinham duração determinada, nem regras ou juízes. Nem sequer havia uma quadra ou um campo.

Há quem diga que, em países como o Brasil, onde a aplicação das leis (ou seja, a regra) varia de acordo com a posição social de cada um, a universalidade das regras do esporte é que conquista a torcida. Seria uma das raras ocasiões em que todos os brasileiros poderiam entrar em uma disputa em igualdade de condições. Há pistas reforçando esse raciocínio. O esporte é, de fato, uma das poucas atividades por aqui em que um sujeito pode ascender por seus próprios méritos, sem indicação de ninguém. “Ninguém pode ser eleito astro do futebol pelo sobrenome que tem ou por decreto”, diz o antropólogo Roberto da Matta, um dos primeiros a estudar o futebol no Brasil. Mais do que um astro milionário, o jogador passa a ser um ídolo, com quem muitos jovens vão se identificar, atraindo mais espectadores para o esporte.

As regras não tiraram o caráter de válvula de escape da competição esportiva. Afinal, ninguém se comporta no trabalho, em casa ou no cinema, como no estádio. Mas sem dúvida a experiência ficou mais polida. O que pode ser mais civilizado do que emoções com hora e local marcados? Compramos nosso ingresso, reservamos uma tarde de domingo, sentamo-nos entre amigos e, pronto, lá vem a emoção, como esperávamos. Em antropologia, um evento assim é chamado de ritual. E os rituais, diz o antropólogo Roberto da Matta, são encenações sobre nós mesmos. “O ritual é onde uma população conta uma história de si mesma para si própria.” As vaias para o juiz, por exemplo, não se dirigem à pessoa do juiz, que, na verdade, é um comerciante ou um gerente de banco que ninguém conhece pessoalmente. O caso é que ele, ali, representa o poder, as autoridades, que invariavelmente desfrutam de pouco prestígio entre o gentio. Fora do estádio, são poucos os que se atrevem a xingar uma autoridade.

Na vida real, isso é mais que um comportamento anti-social. É crime de desacato, previsto no Código Penal.

A vantagem do ritual é que ele consegue representar tudo isso e, no entanto, ser só uma brincadeira. As pessoas fingem que a disputa é crucial, mas, na verdade, a vida segue a mesma. “O ritual possui um tempo e um espaço próprios. Ali, a gente experimenta uma dimensão diferente daquela em que vivemos todo o tempo. É um espaço-tempo sagrado”, diz o antropólogo Luiz Henrique de Toledo, autor de um livro sobre torcidas organizadas.

Não é só o juiz que tem um papel definido. No rito, cada um tem sua função. Até o estádio, que, como palco do drama, deve facilitar a emoção. Para Nelson Rodrigues, a emoção era maior em estádios pequenos. “No campo pequeno todos os caminhos estão abertos para a emoção direta e integral”, escreveu o dramaturgo.

Isso é levado em conta quando se constrói um estádio. A capacidade de público, por exemplo, é um dos parâmetros que vão influenciar a emoção do torcedor. “É importante dimensionar o estádio para o público que ele vai ter, para evitar espaços vazios. É melhor que falte lugar de vez em quando do que haver vagas sobrando sempre”, diz Eduardo de Castro Mello, arquiteto e representante no Brasil da IAKS (sigla em alemão para Associação Internacional de Construções Esportivas e Recreativas). O ideal é que ele pareça sempre cheio. Há outros truques. Estádios construídos em anéis fechados, por exemplo, garantem uma atmosfera mais carregada. “A ola, por exemplo, (uma coreografia, inventada pela torcida mexicana, que imita uma onda) só se completa se o estádio for em anel”, diz ele. E uma cobertura como a do Maracanã aprisiona o som da torcida, devolvendo sua vibração para a arena e aumentando a dramaticidade do jogo.

Mas o papel mais importante, claro, cabe à torcida, que é a razão de ser do espetáculo (mais que os jogadores). “A atmosfera criada pelos torcedores é um dos ingredientes cruciais da experiência futebolística. As torcidas são vitais para os clubes não só porque dão a eles dinheiro e incentivam o time, mas porque sem as torcidas ninguém se daria o trabalho de ir ao jogo”, diz o escritor Nick Hornby. Não é à-toa que a TV, quando exibe os gols da rodada, insere um som de torcida, mesmo quando é óbvio que não há público. A emoção da torcida é indispensável para o espetáculo.

A união entre os torcedores de um mesmo time tem raízes na evolução da espécie humana. O homem só conseguiu sobreviver e ocupar o mundo porque aprendeu a viver socialmente. Fazer parte de um grupo, portanto, é desde sempre condição de sobrevivência. “A necessidade de pertencer a um grupo e ser fiel a ele tornaram-se características do homem”, afirma o biólogo Edward O. Wilson, professor da Universidade de Harvard, especialista no estudo das origens biológicas do com-portamento humano. “Sabe aquela união que sentimos quando estamos torcendo pela Seleção na Copa do Mundo? Ela surgiu aí.”

Mas, espere aí. Vivemos em sociedade há milhares de anos, mas as torcidas só surgiram no final do século XIX. É verdade. As torcidas numerosas e anônimas de hoje são um fenômeno moderno, nascido com a industrialização e as grandes cidades, quando as pessoas foram forçadas a deixar os grupos tradicionais, como a família e a pequena comunidade. “Nas cidades surgidas da industrialização, ninguém tinha raízes ou tradições, todos vinham de diferentes partes do mundo”, afirma o professor de História Nicolau Sevcenko, da USP. “Ao buscar novos traços de identidade e solidariedade, essas pessoas se vêem atraídas para a paixão futebolística, que irmana estranhos, para substituir as comunidades e os laços de parentesco que cada um deixou ao emigrar.”

E o que leva alguém a se identificar com um time e não com outro? Há muitos fatores. No Brasil, um país de imigrantes, a ancestralidade era uma delas. Descendentes de italianos torciam para o Palestra Itália. Filhos e netos de portugueses preferiam o Vasco da Gama. Mas, depois dos anos 70, com as transmissões de TV, o desempenho dos times e o carisma dos craques ganharam importância, diz o psicólogo Luiz Amadeu Bragante, de São Paulo. O Flamengo de Zico, o Inter de Falcão, o Palmeiras de Adhemir da Guia e o São Paulo de Raí multiplicaram as respectivas torcidas. Mas a tradição familiar não desapareceu. “As maternidades estão sempre repletas de camisetinhas e sapatinhos com os escudos de clubes”, diz Zartú Giglio Cavalcanti, doutorando em Psicologia Social da PUC.

Essa identificação, no entanto, tem menos a ver com o esporte em si do que costumamos imaginar. Em uma pesquisa do Gallup realizada na década de 90, em São Paulo, 45% dos entrevistados disseram não se interessar por futebol. Mas só 35% não tinham times preferidos. Ou seja, 10% dos entrevistados não gostam de futebol, mas têm um time do coração. Para quê? Para poder dizer “sou corintiano”, ou “sou gremista”. É uma marca indelével da identidade do sujeito, reforçada pela vivência repetida de emoções em grupo, a cada jogo.

É por isso que trocar de time é algo inimaginável, pelo menos para a maioria. “A fidelidade a um time não é uma escolha moral, como a bravura ou a bondade: é mais como uma verruga ou uma corcunda, uma coisa que você tem que aturar”, escreveu Nick Hornby. Para o psicólogo social Odair Furtado, não se pode trocar de time porque não trocamos de paixão e de identidade o tempo todo. “A escolha de um time é marcada por uma carga de cumplicidade e crença muito grande. E crenças não podem ser mudadas o tempo todo”, diz Furtado.

Para completar a união, ainda há uma torcida adversária, que deixa mais clara a diferença deste grupo com o outro, muito embora os cantos e as danças sejam parecidos. “O torcedor adversário, ao encarnar o inimigo comum, faz com que os indivíduos se unam ainda mais em seus grupos. Hitler uniu o povo alemão arrumando um inimigo único, os judeus”, diz o psicólogo Luiz Amadeu Bragante.

Durante a partida, estamos todos lá, juntos, tentando fazer alguma diferença no resultado da partida. Alguns têm sua maneira própria de ajudar o time: usam sempre as mesmas peças de roupa, não admitem sentar na décima-terceira fileira de cadeiras ou penteiam o cabelo para o lado contrário, acreditando piamente que aquilo influirá no resultado. “Investimos horas em algo sobre o qual não temos controle algum”, diz Hornby em seu livro. “Não é de espantar que fiquemos reduzidos a liturgias engenhosas criadas para nos dar a ilusão de que somos poderosos, tal como fazem comunidades primitivas quando deparam com um mistério profundo e impenetrável.” A superstição, diz o antropólogo Luiz Henrique de Toledo, é isso mesmo: uma tentativa de organizar o mundo – mesmo que seja de um modo mágico –, para tentar explicá-lo.

Algumas pessoas, no entanto, levam o papel do torcedor para fora do estádio. É fácil identificar uma delas. Basta perguntar como vai a vida. “Vai bem, claro. Meu time ganhou de goleada neste fim de semana!” Pronto. Lá vai um fanático. “Quanto menos riqueza intelectual e emocional o torcedor tem, maior a fatia de sua identidade que será tomada por sua porção torcedor. Ou, em outros casos, pela religião, pelas drogas”, diz Bragante. Faz sentido. Se o sujeito é emocionalmente envolvido com o trabalho, com a família, as conquistas do time têm menos importância.

Esse tipo de torcedor, organizado, militante, precisa, de fato, da torcida. “Para ele, a torcida não se resume mais ao futebol, ela se torna um lugar de encontro das pessoas e aí começa a haver trabalhos sociais, participação política ou em eventos como o Carnaval”, diz Rosana Teixeira, antropóloga doutoranda na UFRJ, autora de uma dissertação sobre as “torcidas jovens” do Rio.

O problema é que o código de conduta do torcedor, forjado dentro do templo do estádio, com suas leis próprias, é inadequado para a vida em sociedade. É aí que o sujeito se esconde na massa. A torcida é numerosa. Dentro dela, as atitudes individuais tornam-se invisíveis.

“O grupo dá proteção ao indivíduo”, diz o psicólogo social Odair Furtado. “Suficiente para o sujeito não ter que obedecer às regras que valem para alguém isolado.” Segundo o pai da psicanálise, Sigmund Freud, a cultura é uma forma de repressão dos desejos, por meio das regras. Quando o sujeito está imerso na massa, ocorreria o ‘retorno do reprimido’, em que se podem quebrar as regras. Em outras palavras, imerso na massa o torcedor, dentro ou fora do estádio, encontra uma licença de comportamento que não há em outro lugar.

O escritor e jornalista americano Bill Buford conviveu quatro anos com torcedores ingleses, conhecidos como hooligans, para tentar entender seu comportamento violento. Em certos momentos, sentiu como se fosse um deles. Seu relato: “A civilização é como uma barreira entre mim e algo que não conheço ou não compreendo. Sinto-me atraído pelos momentos em que isso desaparece, ainda que por um instante fugaz. Não conheço excitação maior. É ali, no limiar de uma experiência anti-social, incivilizada, que você encontra as experiências exaltadas que, por seu risco, sua intensidade, reduzem a autoconsciência a cinzas, bloqueiam o nosso sentido do pessoal. Essas experiências são escassas: êxtase religioso, dor, drogas e violência. Ou integrar uma multidão”.

O termo torcer vem justamente da idéia de que o sujeito torce e retorce o próprio corpo, como se estivesse sendo torturado, por seu time. É um suplício voluntário, portanto, a que nos entregamos com gosto, porque nos faz sentir vivos e, em certas ocasiões, nos permite morrer, para ressuscitarmos no próximo jogo.

Fonte: Revista Superinteressante, Maio de 2002.






sábado, 30 de julho de 2016

Voltando!

Depois de algum tempo sem escrever nada (aliás, muito tempo), enfim resolvi retomar as publicações no blog. 

Sempre as terças (não somente!), ao menos uma publicação nova. Não só sobre futebol, mas vou abranger vários temas como negócios no futebol, artigos, transferências e tudo o que for noticia no Brasil e no mundo e que mereça ser compartilhado com todos.

E viva o futebol!

sábado, 28 de abril de 2012

Figurinhas e figurões.

Eles já estiveram dentro das quatro linhas, mas hoje fora de campo estão á beira do gramado, nos bastidores comandando suas equipes ou trabalhando como comentaristas de futebol.

 Caio Jr. quando jogava pelo Internacional em 1993 e em 2012 comandou o Grêmio-RS. recentemente


Toninho Cerezo ex-técnico do Vitória em 2012 e em 1994 no Cruzeiro, seu último ano como jogador.


Adilson Batista em 93 jogando pelo Atlético-MG e em 94 pelo rival Cruzeiro, atualmente sem clube.


 Dorival Junior, atual técnico do Internacional e quando jogador do Grêmio em 94.


Roberto Dinamite antes de encerrar a carreira no Vasco, jogou o campeonato Brasileiro de 1992 pela Portuguesa-SP.



Leonardo em 1991 no São Paulo e hoje diretor do PSG, Raí em 1990 hoje conselheiro do São Paulo, Junior em 1992 e que hoje é comentarista da Rede Globo e o hoje técnico Renato Gaúcho quando era do Flamengo em 1991.


O atual diretor de futebol do Palmeiras, Cesar Sampaio em 1991, antes de trocar a Vila Belmiro pelo Parque Antartica e o hoje comentarista Neto em 1990 no Corinthians.


O ex-volante do Coritiba em 1996 e hoje técnico do Cruzeiro Vagner Mancini e o ex-goleiro e hoje técnico Paulo Cesar Gusmão nos tempos de Vasco da Gama.


O técnico Marcio Bittencourt hoje no Itumbiara e nos tempos de Corinthians.


O ex-volante e hoje técnico Andrade em 94 pela Desportiva-ES.


O hoje comentarista Walter Casagrande no Flamengo em 1993.


O ex-meio campo e hoje técnico do Bragantino, Marcelo Veiga em 1992.


Nos tempo de jogador do Santos em 1993 o atual técnico do Náutico-PE Alexandre Gallo.


Conhecido no futebol alagoano por passagens em CSA e CRB, ele atuou no Goiás em 1992 e hoje é técnico do Penedense.


Neto também jogo pelo Santos em 94 antes de voltar ao seu time de coração em 97.


O ex-goleiro e hoje técnico do Red Bull Brasil, Sergio Guedes.

terça-feira, 20 de março de 2012

Torcedores fazem campanha por clubes de Alagoas

http://gazetaweb.globo.com/v2/videos/video.php?c=14615

Bem, hoje finalmente a imprensa local resolveu fazer uma matéria sobre esse assunto, foi rápido, mas foi importante, quero deixar aqui meus parabéns a gazeta e aos torcedores de CRB, ASA e CSA que participaram da matéria.

Parabéns em especial ao Alberto e ao Felipe - representando a nação regatiana nessa matéria - O Alberto é um dos criadores do movimento CRB MEU ÚNICO TIME, já o Felipe um dos responsáveis, talvez o principal, pela festa da torcida do galo no jogo contra o América/RN ano passado, foi ele que organizou o mosaico de bolas, que ficou lindo.

Fica a dica, TORÇA APENAS PARA O TIME DO SEU ESTADO, principalmente para nova geração, ajude nosso futebol a crescer, não seja um torcedor de sofá. Como também sou "misto", parece até hipocrisia defender isso, minha geração não abriu os olhos na época, a nova pode mudar essa realidade, você que também é "misto" valorize pelo menos o time da sua terra mais do que os dos grandes centros, estes com dinheiro e mídia.

Alguns que são contra os "mistos" dizem uma frase que acho bastante interessante: EU ESCOLHI MEU TIME, A TV ESCOLHEU O SEU! Você acha que eles estão errados?

O pior "misto" é aquele que simpatiza com o da terra e torce de verdade pelo de fora, pior ainda do que estes são os que não torcem pelos da terra e torcem apenas pelo de fora, alguns desses nunca tiveram o prazer de ver seu time jogar estando no estádio, vibrando e sofrendo juntos, todos, inclusive eu também, alienados pela mídia.

Isto posto, eu concordo com a campanha, mesmo reconhecendo que os times do grande centro pela força que possuem, são equipes que podem ser consideradas nacionais, mas que nunca devem vir à frente do da sua terra, este realmente te pertence. Eu fico envergonhado quando vejo no Rei Pelé ao se anunciar gols e resultados dos times do eixo RJ-SP, pelo menos metade do estádio comemorar, espero que um dia isso acabe, se dependesse de mim nem anunciariam.

sábado, 17 de março de 2012

Morte aos mistos!?

Pois bem, foi assim que, as gargalhadas, meu amigo de blog Fernando Antonio soltou essa frase durante o intervalo da final do primeiro turno entre CRB x ASA.

O motivo? Eu informava a ele os resultados dos jogos dos nossos outros clubes, que estavam ocorrendo ao mesmo tempo. Ele é torcedor do CRB, mas acompanha (e muito!) o Palmeiras, é simpatizante do Flamengo e admira o Real Madrid (ao menos na época que tinha um volante por nome de FERNANDO Redondo, porque seria?) e eu também torcedor do CRB e do São Paulo, antes torcedor e agora simpatizante do Flamengo, do Barcelona (pela mágica e bonita camisa que tem), do Liverpool (terra dos Beatles) e da Roma (quando o atacante argentino Batistuta foi pra lá soltar seus potentes chutes e ajudar a equipe a sair da fila que já durava 19 anos).

Isso ficou martelando minha cabeça durante um bom tempo, aliás, durante dias, principalmente por ter assistido pela primeira vez ao vivo, uma decisão de título em disputa de tiro livre (pênaltis) e sem sombra de dúvidas digo á todos é muito emocionante.

Ver um jogo desses ao vivo é a melhor sensação do mundo, bem como ver o time de coração conquistar um título ou a subida de divisão.

Ficou na minha cabeça a grande dúvida, afinal torço por quem? Pelo CRB? Pelo São Paulo? Pelo Flamengo, ou eu sou um torcedor misto?

Devo levar em consideração algo, o apreço pelos grandes clubes do eixo Rio-São Paulo se deve única e exclusivamente pela maciça atuação da mídia em prol deles.

Podem ver que, no Nordeste tirando Pernambuco onde a Globo transmite o campeonato local, os outros estados engolem seco aos Domingos os jogos do Campeonato Carioca, seja do Flamengo, Vasco, Fluminense ou Botafogo e inclusive no Campeonato Brasileiro, os jogos transmitidos para o Nordeste são dos cariocas. O Campeonato Paulista só é repassado para o nordeste quando o Campeonato Carioca já terminou ou quando as datas de ambos os campeonatos não coincidem.

O primeiro jogo de futebol que vi foi do São Paulo em 1989 (a final do brasileiro contra o Vasco), o que me deixou mais eufórico até então foi o do tricampeonato do Flamengo (contra o Vasco), título ganho nos último minutos, mas o mais emocionante foi o não rebaixamento do CRB em 2006 contra o Remo, num Rei Pelé abarrotado.

Vi dois tricampenatos do Flamengo, muita emoção!

Vi o São Paulo vencer três Mundias, três Libertadores (a primeira delas eu acompanhei numa TV preto e branco que tinha no meu quarto) e três Brasileiros, um feito único!

Vi o CRB fazer excelentes campanhas no campeonato brasileiro da segunda divisão, acompanhei o rebaixamento para a Série C e a volta a Série B, mais emoção!

É possível alguém conseguir torcer para 3 times ao mesmo tempo e ainda acompanhar os estrangeiros? Há quem diga que sim, mas que é difícil, é.

Torcer para um já é complicado, imagine por três. Imaginem meus finais de semana quando os três perdem de uma vez só.

A situação mais curiosa foi em 2001 onde São Paulo e Flamengo fizeram a final da extinta Copa dos Campeões em pleno Rei Pelé. Eu, também torcedor do São Paulo, com a camisa do Flamengo vendo o Rogério Ceni sendo xingado, uma das piores e estranhas sensações que tive como torcedor, ainda tive a audácia de depois do jogo “visitar” a torcida são-paulina com a camisa do Flamengo escondida no calção.

Pior, em 2004 quando CRB e Flamengo fizeram um jogão pela Copa do Brasil, que terminou 4 x 4, gol do Flamengo eu vibrava, gol do CRB vibrava mais ainda.

Chego à conclusão que os mistos não devem “morrer” como profetizou meu amigo, mas eles devem ter uma identidade, aliás, torcer por um time só e valorizar a prata da casa é o melhor.

Mesmo Flamengo e São Paulo gastando milhões e tendo os melhores elencos do país, camisas confeccionadas pelas principais marcas esportivas, patrocinadores importantes, mas, apenas o CRB me dá o prazer de ir ao estádio para acompanhá-lo, por isso o CRB deve e sempre será a primeira e única opção como clube de coração.

As diversas camisas oficiais de São Paulo (9), Flamengo (4), Barcelona (4), Liverpool (1) e Roma (1) serão usadas cada vez menos e as do CRB (3) cada vez mais.

Vá a um shopping num Sábado ou Domingo à tarde, o que mais se vê são camisas de Flamengo, Vasco, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Fluminense, Botafogo, até de Grêmio e Internacional estão pintando cada vez mais por aqui, mas as camisas de CRB e CSA vemos aos poucos, mais em dias de clássicos, que por si só já é um perigo usar.

A intenção desse post é deixar claro, principalmente na minha cabeça que São Paulo, Flamengo e Barcelona terão sempre o lugar especial, mas clube de coração á partir de agora só o CRB.

Vai jogar CRB x São Paulo? Sou CRB!

Vai jogar CRB x Flamengo? Sou CRB!

Vai jogar São Paulo x Flamengo? Vou ao rádio escutar CRB x CSA!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

“... e vai rolar a festa, vai rolar...”


Pouco mais de 30 dias depois do término da última competição de futebol no Brasil, eis que a bola voltou a rolar nos gramados brasileiros.

Vale lembrar que na Europa os campeonatos nacionais estão a todo vapor, lá diferente daqui, a temporada está na metade, e os campeonatos acabam no final de Maio retornando apenas em Agosto. Além do mais eles sim, tem uma pré-temporada de fato, com tempo suficiente para contratar, recuperar quem está lesionado, fazer rentáveis amistosos e colocar o time em ponto de bala para as competições que vão disputar.

As equipes brasileiras, no dia seguinte ao final do último campeonato dispensam os jogadores, que não levam em consideração a profissão que exercem e extrapolam durante as férias, tanto na diversão quanto na alimentação. Voltam acima do peso por conta das guloseimas das festas de fim de ano ou machucados por conta das peladas quase que diárias.

Nossa temporada sempre começa com os fracassados campeonatos estaduais, que na minha humilde e singela opinião, deveriam há muito tempo ser extintos e tendo o retorno dos mais atrativos campeonatos regionais. Sei que muitos vão colocar a dimensão continental do país para justificar a existência dos mesmos, as chamadas equipes “pequenas” não sobreviveriam sem os estaduais. O fato é que elas não sobrevivem, mesmo com eles. Existem equipes que jogam menos de 4 meses durante o ano e a federação local não se manifesta a respeito, nem promove parcerias com a iniciativa privada para viabilizar torneios que movimentem esses times durante o restante do ano. Façamos como a Inglaterra, deveríamos criar pequenas ligas que movimentem essas equipes durante boa parte do ano.

Os lingleses são muito organizados em qualquer quesito e o futebol não fica por menos, lá são 24 divisões, 140 ligas, 483 competições (por temporada) e mais de 7.000 clubes, vale lembrar que tudo funciona perfeitamente. chegam a ter 21 divisões que movimentam os times durante o ano todo. Não é raro encontrar um dos grandes que cai na Copa da Inglaterra para equipes da quarta ou quinta divisões, pois bem, na minha opinião, os estaduais deveriam sim ser extintos, pelo bem e sobrevivência das equipes.

Assim como no ano passado o ex-craque Ronaldinho Gaúcho e o Flamengo estão mais uma vez envolvidos numa novela que se arrasta desde o ano passado, o futuro do jogador é incerto e o clube tenta de várias formas mantê-lo. A contratação de jogador nesse nível e um deles é esse, não conseguir honrar com os compromissos que foram firmados e mesmo podre de rico ele não vai de forma alguma deixar de receber seus milhões e o clube por sua vez não tem como cobrar do jogador se não está fazendo sua parte.

A movimentação nos clubes é intensa:


No Rio de Janeiro o Flamengo perdeu o meio campo Thiago Neves (que diga-se passagem vale o investimento) para o rival Fluminense. O Rubro-negro trouxe ainda o bom zagueiro Gonzalez do Universidad do Chile e o atacante Itamar que estava no Tigres do México, o clube ainda espera um desfecho positivo para contratar o atacante Vagner Love.

O Fluminense como já citamos tem um dos melhores elecos do país e reforçou o meio campo com Thiago Neves, Wagner e o volante Jean ex-São Paulo, Thiago Carleto também ex-São Paulo, mas esvata emprestado ao América-MG é outro que chega para reforçar o clube, o clube das Laranjeiras tem tudo para fazer uma boa temporada e disputar os títulos dos campeonatos que vai disputar.

Nos lados de São Cristóvão poucas foram as contratações para o ano que será movimentado para o Vasco, chegaram Thiago Feltri ex-Atlético-GO, o atacante colombiano Tenório, o zagueiro Rodolfo que estava no Grêmio e o meio campo Abelairas ex-River Plate. A única “dor de cabeça para Cristóvão Borges e Ricardo Gomes é a volta do meio campo Carlos Alberto, que estava emprestado ao Bahia, após sondagens de outras equipes o jogador vai mesmo ficar pelos lados da colina e tentar brigar por uma vaga no concorrido meio campo vascaíno.

Em General Severiano as principais novidades são a volta ao Brasil do competente técnico Oswaldo de Oliveira, que há 5 anos estava no futebol japonês e lá conquistou no mínimo 1 título por ano, além dele o Botafogo trouxe o bom meio campo Andrezinho que ao lado de Maicossuel terá a missão de organizar as jogadas para os atacantes.

Com Flamengo, Fluminense e Vasco envolvidos na Taça Libertadores, o campeonato carioca tem tudo para ser mais bem quisto pelo Botafogo ou alguma surpresa vinda do interior do estado.


Em São Paulo dois dos 4 “grandes” estão envolvidos na Taça Libertadores da América, o Santos atual campeão e o Corinthians, atual campeão brasileiro. Ambos não reforçaram tanto as equipes, mas mantiveram as bases, que por sí só já é um feito louvável, mais importante do que repor peças no elenco é mantê-las e isso as duas equipes fizeram muito bem.

O clube de Parque São Jorge numa jogada de marketing que pretende expandir a marca Corinthians para a Ásia, contratou o meio-campo chinês Chen e o atacante Elton que estava na reserva do Vasco da Gama, pouco para um clube que vai disputar a Libertadores.

Na Vila Belmiro apenas o lateral Jorge Fucile ex-Porto-POR foi contratado, porém, a equipe que ganhou a Libertadores ano passado continua intacta e conta com nomes importantes como Neymar, Ganso, Adriano, Borges e Elano.

Pelos lados de Parque Antártica, a confusão interna dos seus diretores e comissão técnica estão complicando cada vez mais a chegada de reforços, até agora chegaram apenas o atacante Barcos ex-LDU, o zagueiro Román ex-River Plate e o meio campo Daniel carvalho que chega após uma negociação com o Atlético-MG que envolveu o excelente volante Pierre, o Palmeiras perde mais com a saída do volante que com a chegada do meio campo.

Dos “grandes” paulistas o único que abriu os cofres com qualidade e consciência foi o tricolor (meu clube de coração, por isso a puxada de saco). O São Paulo já nos primeiros dias do ano apresentou um pacote com 5 reforços, o excelente lateral esquerdo Cortêz ex-Botafogo que chegou a Seleção Brasileira, os bons zagueiros Edson Silva ex-Figueirense e Paulo Miranda ex-Bahia chegam para suprir uma grande carência neste setor, também do Figueirense chega o meio campo Maicon, outro que chega para ser titular da equipe é o volante Fabrício ex-Cruzeiro que chega ao Morumbi com status de xerife, mas o tricolor não se contentou e contratou o meio campo Jádson que estava a sete temporadas no Shaktar Donetsk da Ucrânia e vem com a incumbência de ser o cérebro da equipe e já recebeu inclusive a camisa 10, para fechar o ciclo de contratações vieram os atacantes Oswaldo Ex-Ceará e Nilmar ex-Villareal. Com a manutenção do técnico Emerson leão e um dos melhores elencos do país o tricolor ainda conta com jogadores como Rogério Ceni, Luis Fabiano, Lucas, Welington, Casemiro, Bruno Uvini entre outros para disputar todos os títulos da temporada.

Em Minas e Rio Grande do Sul os cofres não estão tão cheios.

Pelos lados do Rio Grande o Grêmio além da contratação do técnico Caio Junior, apresentou como principais reforços os atacantes Kleber ex-Palmeiras e Marcelo Moreno ex-Shaktar Donetsk e o Internacional os também atacantes Dagoberto ex-São Paulo e Marcos Aurélio ex-Coritiba.

Na cidade do Galo as principais contratações foram a chegada do zagueiro Rafael Marques ex-Grêmio, o meio campo Danilinho ex-Tigrez-MEX e do volante Pierre ex-Palmeiras. Na toca da Raposa o Cruzeiro tem como novidades o atacante Walter ex-Porto e o volante Rudnei ex-Avaí.

No Nordeste a grande festa ocorre aqui no nosso campeonato alagoano que este ano está recheado de jogadores rodados por grandes equipes do cenário nacional. No CRB Aloísio e Jadílson ambos com passagem por São Paulo e Cruzeiro, no CSA o retorno de ídolos do passado Adriano Gabiru, autor do gol que o título mundial ao Internacional de Porto Alegre contra o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho, Messi, Deco e Cia e o goleiro Flávio, o único jogador a ser campeão brasileiro nas três diferentes divisões do futebol brasileiro, em 1995 foi campeão da Série b com Atlético-PR e em 2001 campeão da Série A com o mesmo Atlético-PR e em 2009 campeão da Série C com o América –MG, mas a grande atração em Alagoas é a contratação do veterano atacante Túlio Maravilha pelo CSE de Palmeiras dos Índios, que é a terceira maior cidade do Estado, perdendo em números para Maceió e Arapiraca, terra do ASA que tem de volta seu principal jogador, o meio campo Didira que teve passagem apagada pelo Atlético-MG.

Enfim amigos, eis um breve resumo do início dessa temporada do futebol brasileiro que promete ser bastante movimentado.