quarta-feira, 21 de outubro de 2009

CAMPEONATO DO EQUILÍBRIO

Esse ano está difícil afirmar com convicção quem será o campeão brasileiro, equilíbrio total, onde frequentemente vemos os times que estão nas últimas colocações vencendo os que estão liderando, um campeonato, diga-se de passagem, de nível técnico baixo, pois todos nós sabemos que nossos melhores jogadores estão fora do país, apesar de alguns retornos importantes(RONALDO, ADRIANO, VÁGNER LOVE, RICARDINHO...), não temos uma grande equipe, aquela que encha os olhos, que dá gosto de assistir.
O Palmeiras líder há 17 rodadas está doido pra entregar a taça que parecia estar nas suas mãos, só que parece que não querem pegar, vide Inter e São Paulo, com isso Atlético-MG e Flamengo, que vivem um melhor momento na competição vão se aproximando e podem pintar como surpresa, surpresa não porque não tenham time pra vencer a competição, mas sim porque estavam bem atrás e estão crescendo na hora certa.
É bom para o campeonato, emoção até o fim, para aqueles que defendem a volta do mata-mata, será que esse campeonato não está com emoção? Pra mim sim, emocionante e imprevisível, o que é bom.
O Palmeiras tem 4 pontos de vantagem, uma tabela teoricamente boa, mas não joga bem a muito tempo, ainda o considero favorito a levantar o caneco, mas se continuar jogando a bolinha que vem jogando, vai ser atropelado - olho no galo e no mengo - vamos aguardar.

sábado, 3 de outubro de 2009

Rio 2016, delírio ou realidade?


Artigo escrito para o Jornal FUNDEPES em 01/10/2009.


Depois da confirmação do Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, os olhosm de todos os brasileiros, principalmente dos cariocas, estão voltados para Copenhagen onde o Comitê Olimpico Internacional (COI) escolherá a cidade sede da Olimpíada 2016.

Quatro cidades estão classificadas para a fase final: Tóquio(Japão), Chicago(EUA), Madrid(Espanha) e Rio de Janeiro(Brasil).

As cidades de Doha(Catar), Bakur(Azerbaijão) e Praga(Rep. Tcheca) não passaram pelo crivo do COI e foram desclassificadas na primeira fase da escolha.

Tóquio tem a segunda maior economia do mundo e sua taxa de crescimento é cada vez maior com o passar dos anos, com a crise que atravessa a economia americana logo logo pode ser a grande potência mundial. Os recentes eventos esportivos que ocorreram com sucesso na Àsia (Copa2002 e Olimpiadas 2008) credenciam a cidade a cediar os jogos, em contrapartida dificilmente, aliás, nunca uma olimpiada foi realizada no mesmo continente duas vezes seguidas.

Chicago tem a seu favor a maior economia do mundo, que mesmo afetada pela crise não perdeu o posto, mas das oito últimas olimpiadas duas foram em solo americano (Los Angeles e Atlanta). A Espanha que perdeu para o Brasil o posto de oitava maior economia do mundo está fazendo de tudo para sediar os jogos, suas instalações estão praticamente prontas. Madrid disputa pela segunda vez seguida o direito de disputar os jogos, além de até hoje não se conformar com a escolha de Barcelona para sede dos jogos em 1992.

E o Brasil?

Bem, o Brasil tem dosi trunfos na manga. É agora a oitava maior economia do mundo e descobriu recentemente uma grande quantidade de petróleo na sua costa. O país entra com tudo para a disputa de sediar os jogos pela primeira vez. Além do mais também foi escolhida para sediar a Copa de 2014, outro grande evento esportivo que servirá cmo experiência.

Mas vale a pena?

Só para lembrar o PAN de 2007 foi anunciado que seria no Rio no final de 2002 foi calculado um gasto de R$ 523,84 milhões, um ano antes do início dos jogos este orçamento já tinha aumentado em 300% e terminou com um custo de R$ 1,439 bilhões, 443,5% a mais do que foi previsto. E vale lembrar que o PAN é evento pequeno comparado a uma Olimpiada. É como comparar uma corrida de Fórmula 1 nas ruas de Monaco a uma corrida Kart entre amigos no estaciomaneto de um Shopping.

Como estudante de Economia fica a minha preocupação, com os cálculos iniciais sobre a pretensa realização destes jogo no Brasil. Estudos preliminares apontam que a conta a ser paga pelos governos federal, estadual e municipal pode chegar a US$ 11,6 bilhões. Como comparação Madrid a cidade mais "pronta" prevê um gasto de US$ 3,4 bilhões, Tóquio promete investimentos de US$ 3,5 bilhões e Chicago US$ 3,78 bilhões. Deste apenas o Brasil vai se beneficiar diretamente de dinheiro público. Tóqui e Madrid descartam tal ajuda e Chicago pode se beneficiar do mesmo fundo de investimento privado que ajudou Los Angeles e Atlanta a sediar os jogos.

E haja petróleo na camada pré-sal para pagar essa conta!

Não devemos esquecer que dois anos antes será realizada a Copa do Mundo de futebol que invariavelmente vai custar altas cifras ao Governo Federal.

Como diz o ditado "beleza não põe mesa". Que o Rio é uma cidade maravilhosa não podemos negar, o PAN 2007 foi considerado o melhor da história pelo presidente da Organização Desportiva Panamericana (ODEPA), o Rio possui o maior numero de complexos esportivos de toda América Latina, e dentre os quatro concorrentes está atrás apenas de Tóquio. O Rio é quase lider absoluto quando se fala em complexos esportivos, hospitalidades e belezas naturais.

No entanto a cidade perde no quesito infra-estrutura e segurança. Apesar da queda de 40% na taxa de homicídios nos últimos 5 anos a violência no Rio continua latente. Um dos motivos são a localização não periférica das favelas e a corrupção na polícia. A cidade ocupa o segundo lugar na taxa de homicídios perdendo apenas para São Paulo. As famosas balas perdidas amedontram moradores e atletas, fato que pode complicar o Rio na hora da escolha. Nos últimos anos o Rio tem sofrido com o aumento no número de favelas e ausência de ampliação na rede de transportes, apopulação cresceu mas a linha do metrô não foi ampliada e promessas como o VLT ficaram no papél.

O grande vencedor disso tudo se chama Luis Inácio da Silva, nosso presidente LULA, que chegou ao palácio do planalto em 2002 com o Brasil pentacampeão mundial, fez coro para o PAN do Rio 2007 e se deu bem, conseguiu trazer a Copa de 2014 e agora pode ver o Brasil e a América do Sul receber uma olimpíada pela primeira vez. Lula estará ausente das próximas eleições presidenciais em 2010, mas voltará nos braços do povo em 2014. Alguém duvida?

E então será mesmo viavél o Brasil sediar o maior evento esportivo do mundo?


E se sediar será bom?

Como amante de esportes torço sim para que o Rio seja escolhido como cidade sede das Olimpiadas 2016

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Data histórica para os palmeirenses

Há 44 anos, Palmeiras representava a seleção brasileira no Mineirão

Uma data que o torcedor palmeirense jamais vai esquecer, mesmo aqueles que ainda não tinham nascido, é recordada nesta segunda-feira. Há 44 anos atrás, mais precisamente em 7 de setembro de 1965, o Palmeiras representou a Seleção Brasileira num amistoso contra a poderosa Celeste Olímpica do Uruguai, na inauguração do Estádio Magalhães Pinto, o Mineirão. Pela primeira vez na história do futebol brasileiro, uma equipe de futebol foi convidada para compor toda a delegação do Brasil, do técnico ao massagista, do goleiro ao ponta-esquerda, incluindo os reservas, da então Academia do Palmeiras, treinada pelo saudoso Filpo Nuñes, único estrangeiro (era argentino de nascimento) a dirigir-mesmo que por uma única vez, o comando da seleção brasileira. A partida foi organizada, na época, pela antiga CBD. E, numa época áurea em que existia o Santos de Pelé e o Botafog de Garrincha, o Palmeiras foi escolhido por se tratar da melhor equipe do futebol brasileiro em atividade na ocasião. Já o Uruguai acabava de obter a classificação para o Mundial de 66 de forma invicta e apresentava craques como Manicera (que depois desfilou sua técnica no Flamengo), Cincunegui (que faria história no Atlético-MG), além de Varela, Douksas, Esparrago... Mas não teve jeito. Numa partida em que entrou para a história do futebol mundial, o Palmeiras goleou por 3 a 0, gols de Rinaldo, Tupãzinho e Germano, e cravava definitivamente uma das páginas mais gloriosas de sua vasta trajetória de títulos e conquistas. "Foi algo mágico, imensurável na época e nos dias atuais. Foi o dia em que um clube de futebol representou toda uma nação. Não sei se vai existir uma homenagem desse tipo algum dia. É algo que até hoje sou lembrado. E que o Palmeiras vai carregar para o resto de sua vida", afirmou Valdir Joaquim de Moraes, atual consultor técnico do Verdão e goleiro naquela ocasião. O troféu, que estava em disputa na partida para o vencedor, ficou na sede da CBD (depois CBF) por exatos 23 anos. Em 1988, decidiu-se pelas partes que o Palmeiras deveria honrosamente ficar com a taça, hoje brilhantemente exposta na Sala de Troféus da Sociedade Esportiva Palmeiras. "Até hoje fico pensando naquele jogo. Foi uma homenagem feita pela CBD ao nosso grande time, a Academia do Palmeiras. Os mais jovens precisam sempre saber disso e ter orgulho desse jogo. O Palmeiras um dia foi Brasil, e isso ninguém mais vai apagar", destacou Ademir da Guia, camisa 10 na partida contra a Celeste.
Ficha Técnica BRASIL (PALMEIRAS) 3 x 0 URUGUAI Brasil [Palmeiras] Valdir de Moraes (Picasso); Djalma Santos, Djalma Dias e Ferrari; Dudu Zequinha) e Valdemar (Procópio); Julinho (Germano), Servílio, Tupãzinho (Ademar Pantera), Ademir da Guia e Rinaldo (Dario).
Uruguai Taibo (Fogni); Cincunegui (Brito), Manciera e Caetano; Nuñes (Lorda) e Varela; Franco, Silva (Vingile), Salva, Dorksas e Espárrago (Morales).
Árbitro: Eunápio de Queiroz Data: 07/09/65
Local: Estádio Magalhães Pinto, em Belo Horizonte (MG)
Público: aproximadamente 80.000 pagantes
Renda: Cr$ 49.163.125,00
Gols: Rinaldo, aos 27, e Tupãzinho, aos 35 minutos do primeiro tempo. Germano, aos 29 da etapa final.
Colaboração: Academia de História do Palestra-Palmeiras

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

DOSSIÊ CAMPEÕES - ridícula postura da CBF

Olá amigos,
Passarei a todos um longo texto de José Carlos Peres e de Odir Cunha, sobre a postura grosseira e obtusa da CBF frente ao Dossiê - Unificação dos Títulos Brasileiros a Partir de 1959.
Lembro que o Dossiê fala de 14 Campeonatos Brasileiros disputados, válidos e conquistados no campo pelas equipes campeãs, mas que por algum motivo sujo é "esquecido" por todos (especialmente CBF e imprensa). Foram 6 títulos do Santos, 4 do Palmeiras, 1 do Bahia, 1 do Botafogo, 1 do Cruzeiro e 1 do Fluminense.
Dossiê - parte 01
Uma explicação sobre o Dossiê. E o papel da CBF
Torcedores de todo o Brasil tem-nos inquirido sobre o Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros. Querem saber quando a Confederação Brasileira de Futebol ratificará os títulos – já confirmados como oficiais pela CBD – de seis grandes clubes do País: Palmeiras, Cruzeiro, Santos, Botafogo, Fluminense e Bahia. Clubes que congregam cerca de 60 milhões de brasileiros, ou um terço de todos os aficionados do futebol no Brasil.Já recebemos milhares de e-mails cobrando uma posição da Confederação Brasileira de Futebol a respeito de nosso trabalho. Tentamos responder um a um, o que não é sempre possível. De qualquer forma, a resposta para o não atendimento aos clubes só pode ser dada pela entidade que dirige o nosso futebol e, mais propriamente, pelo seu presidente, o senhor Ricardo Teixeira.Posso adiantar que, em um esforço admirável, depois de três meses de tentativas infrutíferas junto à CBF, o senhor José Carlos Peres, superintendente do Santos em São Paulo, conseguiu ajustar as agendas e confirmar para o dia 17 de agosto, na sede da CBF, Rio de Janeiro, as presenças dos seis presidentes dos clubes e também do senhor João Havelange, presidente de honra da Fifa e ex-presidente da CBD.
Dossiê - parte 2
Bastaria, então, que o senhor Ricardo Teixeira, que dá expediente na CBF, na cidade onde mora, reservasse meia hora de seu horário comercial para receber estes senhores e a imprensa que cobrirá o evento. O senhor Ricardo Teixeira, porém, mandou o seu chefe de gabinete, Ivan Souza, avisar ao senhor Peres que naquele dia não poderia receber os presidentes e o senhor João Havelange. Desde então tenta-se, em vão, descobrir uma data que permita a presença de todos esses senhores na mesma sala para tratar de um assunto que interessa a milhões de torcedores e significa o justo reconhecimento a profissionais que atuaram na era de ouro do futebol brasileiro. Não deixa de ser curioso constatar que uma audiência com o presidente da República é menos difícil de ser obtida do que uma com o senhor Ricardo Teixeira, que, ao que se sabe, não tem tantos afazeres como o mandatário máximo da nação. E seria impossível, pelo que conhecemos do presidente da República, que ele desse um chá de cadeira tão prolongado a líderes que representam, juntos, mais de 20% do eleitorado nacional.Para que serve a CBFEste episódio do Dossiê tem nos feito analisar o papel da CBF no futebol brasileiro. Se o presidente desta entidade pode protelar indefinidamente o encontro com representantes de seis das maiores instituições do nosso futebol – responsáveis por massas apaixonadas que somam mais de 50 milhões de pessoas – e chega a agir com desdém, como se essas instituições nada significassem, então fica evidente que a CBF não assume o papel de defender e representar o interesse dos clubes de futebol deste País, nem das pessoas ligadas a eles.Creio que não há qualquer dúvida de que só existe futebol no Brasil devido aos clubes. Ou não? É óbvio que não haveria imprensa esportiva, torcedores, dirigentes e muito menos Seleção Brasileira sem os clubes – pelo que representam no momento e, principalmente, pela história que construíram ao longo do tempo.
Dossiê - parte 3
É claro que hoje se pode montar a Seleção sem o apoio dos clubes deste País, mas não podemos nos esquecer de que mesmo os jogadores brasileiros que atuam no Exterior foram revelados aqui. Apesar dos conhecidos problemas administrativos, financeiros, e tantos mais, foram estes clubes que geraram a matéria-prima que sustenta a fama do futebol nacional, o prestígio da Seleção Brasileira e, conseqüentemente, a CBF. Ao se analisar o papel da CBF, hoje, no futebol brasileiro, chega-se à conclusão de que ela se tornou, exclusivamente, O ESCRITÓRIO DE NEGÓCIOS DA SELEÇÃO BRASILEIRA. Os clubes passaram a ser, para ela, um estorvo, um saco, uma aporrinhação.Sei que os homens práticos do esporte, os altos executivos, como é o papel que o senhor Ricardo Teixeira assumiu para si próprio, devem considerar a história do futebol algo que não dá dinheiro, não dá lucro, não enche os cofres. É uma bobagem dos fanáticos, deve pensar.Realmente, a ratificação dos títulos brasileiros de 1959 a 1970 não daria mesmo para comprar um jatinho por R$ 23 milhões, como acaba de fazer a CBF. É apenas história. Mexe com o respeito, a paixão, o caráter do torcedor, mas disso o senhor Ricardo Teixeira não deve entender muito. A história, contada como se deve, serve apenas para honrar as pessoas que fizeram a fama do futebol deste País – mesma fama que hoje serve para engordar os cofres da CBF e encher de luxo e confortos a vida de quem nunca deu um chute na bola –, sem que nenhuma migalha deste prestígio caia no prato dos craques ou dos times que o conquistaram. É importante conhecer e valorizar a história para saber, por exemplo, que as Seleções que conquistaram a Copa Jules Rimet – resultado dos títulos dos Mundiais de 1958, 62 e 70 – eram formadas exclusivamente por jogadores em atividade no País e sua base era montada em cima dos craques de Santos e Botafogo, dois dos clubes que pleiteiam a ratificação dos títulos nacionais da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata.
Dossiê - parte 4
O jornalista João Saldanha, responsável pela Seleção (as “Feras do Saldanha”) que depois jogaria a Copa do México, admitiu depois que havia montado, sim, aquele time espetacular, mas que, em compensação, havia falido Santos e Botafogo. De fato. Sem as suas muitas estrelas, sem sequer elenco disponível para fazer amistosos no Exterior, onde receberiam em dólares e assim poderiam manter seus craques, Santos e Botafogo entraram em rotunda decadência depois da Copa do México e tiveram de se desfazer de muitos de seus ídolos. Sacrificaram-se para dar títulos à Seleção Brasileira. E hoje, o que ganham com isso? Nem ao menos seus presidentes conseguem ser recebidos pelo presidente da CBF para analisar a possibilidade de ratificar os títulos brasileiros que estes clubes conquistaram quando eram não apenas os melhores do Brasil, mas os melhores do mundo. É visível que a atitude da CBF neste episódio deixa claro que o futebol brasileiro está bem próximo de uma ruptura. Se os clubes são governados por uma entidade que não os representa e nem ao menos os quer ouvir, então pode existir uma relação de autoridade, de temor e terror, mas não de respeito. Teme-se a CBF por ser a representante da toda poderosa Fifa no Brasil, mas sabe-se que ela é inoperante e chega a ser egoísta e malévola aos interesses dos clubes brasileiros. Inoperante porque, se dependesse dela, dois campeonatos brasileiros não teriam sido realizados, já que a Copa União e a Copa João Havelange tiveram de ser organizadas pelo Clube dos Treze depois que a entidade admitiu sua incompetência financeira e administrativa para faze-lo.
Dossiê - parte 5
Hoje a CBF resolveu que só quer cuidar do filé mignon chamado Seleção Brasileira. “Assim até eu”, como diria minha boa avó. Realmente, cuidar só da Seleção Brasileira deve ser um dos melhores negócios do mundo. É lucro garantido, e que lucro! Como um beija-flor, a CBF suja o néctar dos clubes e nada lhes dá em troca. E se os clubes se revoltarem, danem-se, pois bons jogadores brasileiros há em todo lugar e sempre será possível formar uma Seleção campeã. Assim, como sempre há males que vem para o bem, na verdade devemos agradecer a este episódio com o Dossiê pela unificação dos títulos brasileiros, pois ele escancarou uma situação que vinha encruada, como um vírus: a CBF não dá a mínima não só para a história, mas também para os clubes brasileiros.Não sou dirigente, não tenho pretensões políticas, escrevo apenas como um brasileiro, jornalista, amante e pesquisador do futebol que viveu a era de ouro do futebol brasileiro e não quer que ela seja esquecida. Porém, ao finalizar este texto eu daria um alerta aos homens públicos e aos dirigentes esportivos deste País: está na hora de se criar uma associação forte que represente os interesses dos clubes e preserve a história do futebol brasileiro. A CBF virou apenas um escritório de negócios da Seleção.
Dossiê - parte 6 - FIM
Pode ser o Clube dos Treze? Talvez, mas precisa ser mais ágil e atuante. Pode ser a Liga dos Clubes, que vem por aí? Provavelmente. No tênis há um bom exemplo, que é a ATP – Associação dos Tenistas Profissionais. Administrada, como o nome diz, pelos próprios tenistas, ela é um sucesso em todos os sentidos. E o que o tênis, com todo o respeito ao esporte de Roger Federer e Rafael Nadal, pode ter a mais do que o mágico futebol brasileiro?
* Odir Cunha é jornalista e escritor, autor da pesquisa e do texto do Dossiê pela unificação dos títulos brasileiros de 1959 a 1970.
** Este texto não representa, necessariamente, a opinião dos presidentes dos clubes envolvidos, nem do senhor João Havelange, presidente de honra da Fifa e ex-presidente da CBD. É apenas a opinião de José Carlos Peres e de Odir Cunha, autores do Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959.

sábado, 22 de agosto de 2009

Parabéns ASA, Série B 2010!

Alagoas está de volta a Série B e 2010. Depois de 15 anos com o CRB na Segunda Divisão, Alagoas ficou apenas 2 anos sem um representante na 2º elite do futebol nacional.

Numa partida onde até o arbitro ajudou (visivelmente o time da casa) o ASA superou as dificuldades e empatou em 2x2 com o Rio Branco-AC e garantiu o acesso a Série B.

Além de tentar o título da competição a equipe de Arapiraca deve começar a rever a estrutura para o campeonato do próximo ano.

Que o ASA também tenha sucesso na segunda divisão e quem sabe beslique uma vaga para a elite do futebol brasileiro.

O ASA em 2009 fez jus ao nome, coisa que os "grandes" da capital não fizeram.

O ASA é mesmo GIGANTE.


terça-feira, 18 de agosto de 2009

Metade do campeonato - os melhores

Meu time seria este:
12- MARCOS (Palmeiras)
2- APODI (Vitória)
3- DANILO (Palmeiras)
4- MIRANDA (São paulo)
6- JÚLIO CÉSAR (Goiás)
5- PIERRE (Palmeiras)
8- WILLIANS (Flamengo)
10- CLEITON XAVIER (Palmeiras)
7- DIEGO SOUZA (Palmeiras)
9- DIEGO TARDELLI (Atlético-MG)
11- FERNANDINHO (Barueri)

TC: CELSO ROTH
CLASSIFICAÇÃO:


Palmeiras
37 pontos
19 J
10 V
7 E
2 D
31 GM
17 GS
14 S
65%


Goiás
35 P
19 J
10 V
5 E
4 D
37 GM
26 GS
11 S
61%


Internacional
33 P
17 J
10 V
3 E
4 D
31 GM
20 GS
11 S
65%


São Paulo
33 P
19 J
9 V
6 E
4 D
28 GM
21 GS
7 S
58%


Atlético-MG
32 P
18 J
9 V
5 E
4 D
32 GM
22 GS
10 S
59%


Avaí
30 P
19 J
8 V
6 E
5 D
28 GM
22 GS
6 S
53%


Grêmio
28 P
19 J
8 V
4 E
7 D
33 GM
22 GS
11 S
49%


Corinthians
28 P
19 J
8 V
4 E
7 D
23 GM
23 GS
0 S
49%


Barueri
28 P
19 J
7 V
7 E
5 D
38 GM
28 GS
10 S
49%

10º
Flamengo
27 P
19 J
7 V
6 E
6 D
28 GM
31 GS
-3 S
47%

11º
Vitória
25 P
19 J
7 V
4 E
8 D
27 GM
29 GS
-2 S
44%

12º
Santos
25 P
18 J
6 V
7 E
5 D
31 GM
31 GS
0 S
46%

13º
Atlético-PR
24 P
19 J
7 V
3 E
9 D
21 GM
29 GS
-8 S
42%

14º
Cruzeiro
21 P
18 J
6 V
3 E
9 D
18 GM
27 GS
-9 S
39%

15º
Botafogo
20 P
18 J
4 V
8 E
6 D
25 GM
30 GS
-5 S
37%

16º
Coritiba
19 P
19 J
5 V
4 E
10 D
26 GM
32 GS
-6 S
33%

17º
Santo André
18 P
19 J
4 V
6 E
9 D
21 GM
29 GS
-8 S
32%

18º
Náutico
18 P
19 J
4 V
6 E
9 D
22 GM
37 GS
-15 S
32%

19º
Fluminense
15 P
19 J
3 V
6 E
10 D
21 GM
32 GS
-11 S
26%

20º
Sport
13 P
19 J
3 V
4 E
12 D
24 GM
37 GS
-13 S
23%

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Os melhores dos campeonatos nacionais

seg, 10/08/09, por Décio Lopes
No Campeonato Brasileiro ninguém tem dúvida: o maior vencedor de todos os tempos é o São Paulo. Mas e noS campeonatoS brasileiroS (assim mesmo, no plural)…? Sim, porque claro que o futebol não começou ontem, assim como as competições nacionais não começaram em 1971. Seria um absurdo dizer, por exemplo, que Pelé nunca venceu um campeonato nacional. Um pecado digno de danação eterna!

Assim, a edição brasileira da revista “Four four two” propôs, em junho, um ranking histórico de competições nacionais. Os jornalistas da publicação (a meu ver, com razão) incluíram na contagem a Taça Brasil, disputada entre 1959 e 1968 (os campeões estaduais se enfrentavam em jogos de ida e volta. O vencedor final tinha acesso à Libertadores), assim como o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, jogado de 1967 a 1970 (além dos participantes do Torneio Rio-São Paulo, disputavam a competição dois mineiros, dois gaúchos, um paranaense e, a partir de 68, um baiano e um pernambucano).

Disso tudo, a revista elaborou a seguinte pontuação: torneios de primeira grandeza, que representaram o título máximo do país na ocasião, valem 3 pontos (Taça Brasil - enquanto era o único torneio nacional, Robertão e Brasileirão). Valem 1 ponto os torneios nacionais de importância secundária (Taça Brasil - a partir do aparecimento do Robertão e Copa do Brasil, que começa a ser jogada em 1989).

Assim, o ranking da Four four two para campeonatos nacionais de todos os tempos ficou assim:


1. Santos (24 pontos) - 8 títulos de primeira linha (61, 62 , 63, 64, 65, 68, 2002 e 04)

2. Palmeiras (23 pontos) - 7 de primeira linha (60. 67, 69, 72, 73, 93 e 94) + 2 de segunda linha (67 e 98)

3. São Paulo (18 pontos) - 6 de primeira linha (77, 86, 91, 2006, 07 e 08)

4. Flamengo (17 pontos) - 5 de primeira linha (80, 82, 83, 87 e 92) + 2 de segunda (90 e 2006)

5. Corinthians (15 pontos) - 4 de primeira (90, 98, 99 e 2005) + 3 de segunda (95, 2002 e 2009)

6. Vasco (12 pontos) - 4 de primeira linha (74, 89, 97 e 2000)

7. Internacional (10 pontos) - 3 de primeira (75, 76 e 79) + 1 de segunda (92)

8. Cruzeiro (10 pontos) - 2 de primeira linha (66 e 2003) + 4 de segunda (93, 96, 2000 e 03) e

Grêmio (10 pontos) - 2 de primeira (81 e 96) + 4 de segunda (89, 94, 97 e 2001)

10. Fluminense (7 pontos) - 2 de primeira (70 e 84) + 1 de segunda (2007)

11. Bahia (6 pontos) - 2 de primeira (59 e 88)

12. Botafogo (4 pontos) - 1 de primeira (95) e 1 de segunda (68) e

Sport (4 pontos) - 1 de primeira (87) e 1 de segunda (2008)

14. Atlético-MG (3 pontos) - 1 de primeira (71) e

Atlético- PR (3 pontos) - 1 de primeira (2001) e

Coritiba (3 pontos) - 1 de primeira (85)

Guarani (3 pontos) - 1 de primeira (78)

18. Criciúma (1 ponto) - 1 de segunda (91)

Juventude (1 ponto) - 1 de segunda (99)

Paulista (1 ponto) - 1 de segunda (2005)

Santo André (1 ponto) - 1 de segunda (2004)

E você? O que acha desta lista?
Eu concordo com o Décio, para mim a Taça Brasil de 1959 até 1966 deve ser considerada como Campeonato Brasileiro - que realmente foi -a de 1967 e 1968 com a criação do Roberto Gomes Pedrosa em 1967 deve ser equiparada com a Copa do Brasil, pois era o segundo campeonato nacional em importância no país, O Roberto Gomes Pedrosa sem dúvida nenhuma era o Campeonato brasileiro da época(1967 a 1970).
O Santos de fato é o maior vencedor de campeonatos brasileiros, o Palmeiras é o maior vencedor de campeonatos nacionais.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estão comemorando o que hein?rsrsrs



1- Classificação para série E 2010?

2- Depois de 15 anos hibernar uma semana depois do CRB?

3- Depois de muito tempo ser eliminado na 1ª fase de competição nacional mas desta vez em penúltimo?

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, que papelão csa, como um time profissional participa de uma competição sem conhecer o regulamento, fecha as portas mundiça!

Se não inventarem nenhuma copinha, futebol pra vocês só depois da Copa do Mundo

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Ao término do empate do CSA com o Santa Cruz em 2x2, na tarde deste domingo, em Recife-PE, o técnico azulino Celso Teixeira tentou, mas não conseguiu, explicar o motivo pelo qual seus jogadores comemoraram o resultado no Arruda, logo após o apito final do árbitro carioca Gutemberg de Paula. Segundo ele, a informação (errônea) de que o Azulão estaria classificado à segunda fase da Série D com um empate em Pernambuco - juntamente com a vitória do Central (sobre o Sergipe, em Aracajú, por 2x1) - surgiu 'de última hora'.Antes disso, em entrevista ao repórter Warner Oliveira, da Rádio Gazeta AM, três jogadores confirmaram a versão de que foi a própria direção azulina que lhes orientou desta forma. “Passaram-nos a informação, aqui em Recife, de que um empate, no outro jogo, favorecia-nos. Se a gente soubesse que só nos interessava a vitória, teríamos buscado mais um gol, porque tínhamos condições de vencer. Manda quem pode e obedece quem tem juízo. Foi por isso que começamos a fazer cera”, declarou Marcílio, volante e capitão da equipe, cuja afirmação foi compartilhada pelo goleiro Heverton e pelo zagueiro Thiago Messias. “A equipe foi aguerrida. Lutamos até o final, contra todos, inclusive contra o árbitro. Acho que foi um resultado heróico”, acrescentou. Uma alteração, em especial, levantou ainda mais a suspeita de 'irresponsabilidade' pelo próprio comando marujo. No segundo tempo da partida, Celso Teixeira preferiu não tirar de campo o meia Piá (cansado), para colocar o meia Mica em seu lugar, assim como o fez na partida contra o Sergipe, no Rei Pelé. A mudança, à ocasião, deu novo ânimo ao Azulão, no jogo em que o CSA venceu por 2x0. Neste domingo, a mesma alteração – que daria ofensividade ao time – não teria acontecido em virtude da orientação errônea, de que o empate classificaria o Time do Mutange.

Neste domingo, apesar de Teixeira garantir que o time buscou a vitória a todo o momento, o treinador preferiu trocar o atacante Serginho Baiano pelo mesmo Mica, dando a entender, para alguns, que queria segurar o empate.“Não atribuo o empate a este detalhe [a informação errada]. Nós buscamos a vitória durante todo o jogo. Na pior das hipóteses, precisaríamos empatar diante da vitória do Central”, afirmou Celso Teixeira, quase que confirmando o que os jogadores afirmaram e revelando que a tal informação teria sido publicada por um grande jornal de circulação em Alagoas.Contudo, Celso acabou por confessar ter retirado um atacante de campo ‘para se precaver’. “Confesso que, na hora em que coloquei o Mica [meia], pensava em nos precaver. Se soubesse que precisávamos vencer, teria colocado o Etinho [atacante], e não o Mica”, afirmou. “Mas, mais uma vez, fomos muito prejudicados por uma arbitragem tendenciosa”, desconversou Teixeira.Já quando questionado sobre se a informação deveria ter sido confirmada, antecipadamente, pela diretoria, antes e durante o jogo, no desenrolar do resultado da segunda partida do grupo, Celso acabou se contradizendo. “Só recebemos esta informação no hotel, de última hora. Quero deixar claro que não jogamos pelo empate. Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Não fujo da minha responsabilidade”, desabafou.

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