segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Os riscos de uma arena para a Copa do Mundo

Esse texto foi escrito por Erich Beting do blog negócios do esporte no portal UOL. Achei muito interessante pela grande visão que aborda sobre esse tema que será tão recorrente nos próximos quantro anos, a construção dos estádios/arenas para a próxima Copa que será realizada no Brasil em 2014.

" A decisão foi política, como já tinha ficado claro desde o momento em que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, levantou o papel com o nome do Brasil escolhido para sede da Copa de 2014. Desde aquele já longínquo 30 de outubro de 2007, o Mundial brasileiro passou a ser um jogo político, em que o negócio e a racionalidade na gestão de recursos deram lugar a interesses pessoais e conjunturas para favorecimento e/ou prejuízo de outros.

O episódio mais recente disso é a escolha de um possível estádio corintiano para ser a sede paulistana durante a competição. Não, nada contra o Corinthians, ou a favor do São Paulo, do Morumbi, da Arena Palestra Itália ou do que quer que valha.

Esqueça a paixão clubística. Torça pela sua cidade, pelo seu dinheiro, pelo seu país.

São Paulo havia se preparado, desde sempre, para fazer a Copa no Morumbi. Recursos públicos seriam alocados para a melhoria da infraestrutura de transporte local (o que é dever do Estado, não há qualquer discussão sobre isso). Uma mudança de planos foi causada pela disputa política entre os presidentes da CBF e do São Paulo. E a cidade nessa?

Orgulhosa de ser o “motor do país”, a cidade de São Paulo é a que pior exemplo tem dado na gestão da Copa do Mundo. A arrogância paulistana mais uma vez falou mais alto. “Só nós somos capazes” é um lema que nós, paulistanos, adoramos usar. Mas a certeza de realização poderá ser cruel na questão do Mundial. Já se foram quase três anos desde que o Brasil foi escolhido como sede. Restam menos de três anos para o evento-teste da Fifa, que será a Copa das Confederações em 2013.

Dá para construir um novo estádio até lá? Sem dúvida. Mas e as questões urbanas, numa cidade tão complexa como São Paulo, são possíveis de serem resolvidas? Esse talvez seja o grande problema.

Ainda não há detalhes sobre o novo estádio corintiano. O que se sabe é que ele estará em Itaquera, região que, tal qual o Morumbi, carece de melhores investimentos em infraestrutura de transportes. Até aí, nada de novo. Mas será que em três anos é possível sanar essas deficiências? Capacidade de realização pode até ser que se tenha, mas com qual nível de qualidade? Qual é o exemplo que a cidade “motor” do país quer deixar?

Mais além disso, a questão seguinte é especificamente para o Corinthians. Um estádio em Itaquera é o melhor para o clube? Sem dúvida que é melhor do que se pagar a conta de aluguel do Pacaembu. Mas e o torcedor que já está acostumado, desde sempre, a ter o estádio municipal como “casa” do Timão? Ele vai concordar em ter de se deslocar para outro lugar? O hábito de consumo está intimamente ligado à região em que o estádio se localiza.

O estudo de viabilidade de uma arena é fundamental antes de sua construção. Se o Engenhão, por exemplo, tivesse feito o seu, perceberia que seria impossível manter um estádio daquele tamanho numa região distante do centro da cidade.

Em 1990, os italianos de Turim, uma espécie de São Paulo italiana, celebrou a construção do Delle Alpi para a Copa do Mundo. Afastado do centro, moderno (para a época), para ser usado pela maior torcida da cidade (e da Itália), não tinha como dar errado! A Juventus, 20 anos depois, já aprovou a construção de um estádio numa região mais central, para diminuir o prejuízo que tinha com a instalação “distante e fria”, como o próprio clube a classificou.

Em 1996, os holandeses de Amsterdã viram com certo receio a construção da Amsterdam Arena, numa região afastada do centro. Hoje, 15 anos depois, o local onde está o estádio é um dos mais valorizados centros de negócios da Europa. A arena tem casa cheia a maior parte do tempo e os imóveis da região passaram a valer muito dinheiro.

O que diferencia um caso do outro?

O primeiro estádio foi feito pensando-se na Copa do Mundo, sem preocupação com o conforto do torcedor e, também, com a facilidade de acesso ao local. O segundo, foi criado pensando-se em revitalizar uma área degradada de Amsterdã e oferecer uma arena adequada às exigências cada vez maiores do consumidor. O futebol é o motivo de tudo, mas o estádio e seu entorno foram construídos pensando-se em 24 horas de utilização, durante 365 dias do ano. Além disso, o Delle Alpi é gerenciado pela Juventus, enquanto que a arena de Amsterdã é controlada por uma empresa cuja função é fazer o local ser lucrativo e movimentado o tempo inteiro.

Quem vai gerenciar a nova arena do Corinthians? Como será o acesso do torcedor a ela?

Essas são questões que ainda estão de pé. E são fundamentais para que, de novo, a política não fale mais alto do que o negócio. Do contrário, a cidade de São Paulo terá um lindo e novo estádio para a abertura da Copa do Mundo. E, depois disso, ele será uma tremenda dor de cabeça para o dono dessa arena.

O estádio não pode ser pensado para a Copa do Mundo, mas sim para o dia-a-dia. Felizmente, a arena corintiana não será pública. É uma conta a menos para a população pagar. "

Link: http://negociosdoesporte.blog.uol.com.br/

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Lula viabilizou estádio corinthiano

Está no blog do jornalista Guilherme Barros: "A construção do estádio do Corinthians pela Odebrecht contará com financiamento do BNDES e isenção fiscal(...). O presidente Lula, que também é corintiano, foi o principal articulador do projeto do estádio do time". Já a Folha de S. Paulo publicou que "Lula sugeriu à empreiteira Odebrecht a construção do estádio para o clube"

A Odebrecht é um gigante que atua em diversas áreas — engenharia e construção, óleo e gás, química e petroquímica, etc — e se espalha pelo mundo. E desenvolve muitas das grandes obras feitas para o governo brasileiro. Isso bastaria para que Lula jamais fizesse qualquer tipo de pedido à companhia. A Agência Estado informou que os R$ 300 milhões para a construção seriam pagos pela empresa, que em troca exploraria o nome da "arena", o chamado naming rights. Retorno garantido? Não é bem assim.

Ricardo Araujo relata no site da revista Exame — clique aqui — que nos Estados Unidos o time de futebol americano do Dallas Cowboys levantou sua arena por US$ 1,3 bilhão e negociava um contrato que bancaria cerca de 33% da obra. Veio a crise e o tal patrocinador não apareceu. Já o estádio New Meadowlands, em Nova Jersey, onde Mano Menezes estreou à frente da seleção, torrou US$ 1,7 bilhão de dois times. Giants e Jets se depararam com surpreendente dificuldade para vender o naming rights. Isso na região de Nova York!!!

Diante desse cenário, quais seria a motivação da Odebrecht para enterrar seu rico dinheirinho no estádio do Corinthians? Caridade? Paixão pelo Timão? Ou um pedido do presidente que vai eleger sua sucessora pesa um pouco? É... amigo. E tem mais. A Fonte Nova foi implodida e o novo está orçado em R$ 591 milhões. Ele será tocado pela... Odebrecht! O que explicaria o estádio baiano, pago pelo governo, custar o dobro(!) da "casa" corintiana, bancada pela empreiteira? Difícil entender, não?


Se as licitações de estádios da Copa tivessem uma tabela de "classificação", a Odebrecht lideraria com R$ 2,769 bilhões, quase dez vezes o custo estimado para o campo do Corinthians. Aliás, o portal Copa 2014 publicou ranking da revista “O Empreiteiro”, e a Andrade Gutierrez aparece abaixo, com R$ 1,9 bilhão. Ela, a Odebrecht e a Delta farão juntas a reforma do Maracanã, a mais cara da Copa: R$ 705,6 milhões que podem virar (já avisaram) R$ 880 milhões.

Na Fonte Nova a parceria da Odebrecht é com a OAS, podendo alcançar R$ 1,6 bilhão na reconstrução, acrescenta o site. Há, ainda, participação da companhia na construção do estádio pernambucano da Copa, a Arena Capibaribe, no Grande Recife. Segundo a revista “O Empreiteiro”, as 100 maiores construtoras do Brasil faturaram R$ 54,4 bilhões em 2009. O setor cresceu 15,3%. Crise para as empreiteiras? Jamais, ainda por cima com a farra da Copa.

E você, acha legítimo o presidente da república fazer esse tipo de pedido? Por favor, não vamos jogar o nível lá embaixo alegando que é correto porque outros clubes teria levantado seus estádios com ajuda governamental e existem exemplos absurdos como o Engenhão. O que é errado é errado e erros do passado não podem chancelar novos absurdos. Ou você é adepto do "rouba, mas faz"?

FONTE: http://espnbrasil.terra.com.br/maurocezarpereira

BRASIL SIL SIL SIL...


quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Saiu no Blog Bola nas Costas

Saiu essa semana no blog Bola nas Costas do portal Globo.com a eleição das camisas copiadas de outros clubes ou seleções. E eis que em primeiro lugar apareçe quem?
O Galo!

Apesar da crise!


Apesar da crise em que vivemos e há 10 jogos sem ganhar do nosso rival, porque não tirar um sarro deles.

O São Paulo e a crise.



Há tempos não vejo o meu time mergulhado numa "crise", e olhe que sou são paulino de longa data. Creio que desde 2001 não tinhamos um ambiente tão ruim no clube, quando Nelsinho Baptista foi eliminado da Copa dos Campeões resultando na famosa crise dos laranjas podres e que tiveram muitos culpados e nenhuma situação resolvida. Em 2002 após a eliminação para o Santos no campeonato brasileiro o clube também teve um momento ruim e se estendeu até o fim do ano seguinte quando conquistamos a vaga para a Libertadores de 2004.
E agora em 2010 depois de 5 anos sempre brigando pelos principais títulos que o clube disputa, após ser eliminado pelo Internacional na semifinal da competição continental, a situação não é das mais animadoras.
Um técnico interino, que podería salvar a situação e está mais perdido que cego em tiroteio, um bando jogadores contratados que não deram certo, todos com condições de ser titular em qualquer clube, uns inclusive foram despachados antes mesmo do contrato encerrar, outros que ficaram acham que tiveram seu ciclo encerrado e querem de todo jeito respirar novos ares e uma diretoria que se acha acima do bem e do mal que não encontra solução para resolver o momento ruim que o clube vive.
Tricampeão brasileiro, campeão da Libertadores e Mundial nesse século, vivemos dias de clube normal do futebol brasileiro. Com a derrota para o Corinthians tivemos a certeza que apenas a diretoria pareçe não ver. Não temos os jogadores que pensávamos ter e pra piorar a torcida volta a bater a porta do clube para fazer protestos e vem a mente a crise que acabou por tirar do clube jogadores como Kaká e Luis Fabiano.
Estamos próximo da zona de rebaixamento e o discurso é o mesmo que era dito pela diretoria de outros clubes grandes que afundaram ha pouco tempo: "O clube é grande e tem condições de sair dessa situação", "temos jogadores de qualidade e a possibilidade de rebaixamento não passa pela nossa cabeça", tudo isso foi dito pelas diretoria de Palmeiras, Gremio e Corinthians quando todos estavam quase na zona da degola. O tempo foi passando, as rodadas acontecendo e o pior aconteceu, todos foram rebaixados.
Espero que os jogadores e a diretoria abram os olhos a tempo para que o pior não aconteça. Esse ano o São Paulo disputou apenas tres campeonatos (Paulista, Libertadores e Brasileiro) não se deu bem no primeiro priorizando o segundo e se deu mal. Priorizou o segundo deixando para se preocupar com terceiro depois e se deu mal de novo. Agora só resta o terceiro que não tem nem como ser priorizado, pois na minha modesta opnião não conseguirá vaga nem na Libertadores e se brincar a coisa pode piorar.
Então olhos abertos para que não aconteça conosco o que aconteceu com nossos rivais.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Parabéns Inter!


Eu estava com o texto pronto referente a derrota do Internacional para o Chivas Guadalaja ontem assim que acabou o primeiro tempo.
Sería uma réplica do mesmo texto usado ano passado quando o Cruzeiro perdeu o título da Libertadores justamente quando eliminou o São Paulo na semifinal. Como noa anos anteriores as equipes que tinham eliminado o tricolor não haviam sido campeãs.
Mas quem disse que tabu não foi feito para ser quebrado?
Tudo isso vale como coincidência e estatítica e só.
O Internacional conquista seu segundo título da Libertadores em quatro anos, muitos podem dizer que foi fáccil paa o Inter pois estava enfrentando uma equipe mexicana. Muito pelo contrário o Chivas foi um adversário a altura e teve uma relativa vantagem pois entrou já nas Oitavas de final (no ano passado as equipes mexicanas foram eliminadas da competição por contada gripe suina) fez apenas 8 jogos e sempre vencendo fora de casa o jogo decisivo.
Mas o Internacional fez muito mas que isso, nos últimos sempre chegou entre os primeiros no campeonato brasileiro, em competições internacionais tem se saído muito bem. Os investimentos feitos pela diretoria rendem frutos, tudo isso graças a um planejamento minuncioso e uma torcida apaixonada e "sócia" do clube.
Parabéns ao Internacional, que fez por merecer mais esse título na sua gloriosa galeria.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Roupa Nova - Parte 4

Barcelona

A primeira impressão é que fica?

Bom se realmente esse jargão vale para o futebol não sabemos, mas bem que podería valer, principalmente depois ds estréia da seleção brasileira pós-copa do mundo.
A "nova seleção" empolgou á todos inclusive a mim. Não podemos esquecer que em 2006 Dunda estreou depois da copa da Alemanha contra a Argentina em Londres, foi um baile, vencemos por 3x1 com um golaço do Kaká e o final dessa história sabemos muito bem.
Devemos ter cautela pois muitos jogadores que fizeram uma boa copa do mundo não foram chamados e com certeza serão utilizados em futuras convocações.
As grandes apostas foram bem, o trio do Santos deu um show a parte, com um gol de Neymar e duas bolas na trave de Robinho e PH Ganso. Mesmo com pouco tempo para treinamento a seleção jogou muito bom, contra outra seleção que fez uma boa copa do mundo.
Vamos esperar e ver se realmente esses jogadores vão se firmar na seleção.
Talento eles tem, mas terão de suar muito a camisa para entrar em condições de disputar vaga com jogadores como, Julio Cesar, Lucio, Juan, Gilberto Silva, Kaká, Elano, Maicon, Luis Fabiano e Felipe Melo (ops, desculpa a gafe!)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Brasileirão é o 2º do mundo

A Federação Internacional de Estatística e História do Futebol (IFFHS) publicou, nesta quinta-feira, o primeiro ranking de campeonatos nacionais de 2010, que só terá sua edição definitiva no final do ano. Neste ranking, o Campeonato Brasileiro apareceu na segunda posição, atrás apenas do Campeonato Espanhol.
A classificação é feita através de diversos fatores, os quais dão pontos aos torneios nacionais. A Espanha, que lidera a tabela, está com 580 pontos, enquanto o Brasil aparece muito próximo, com 577.
As equipes da América do Sul, assim como as da Ásia, tem partidas com mais valor no primeiro semestre e, por isto, sempre aparecem melhor colocadas nos rankings disponibilizados no meio do ano. A Argentina está, atualmente, na terceira colocação.
Na última temporada, o Campeonato Brasileiro terminou na quinta colocação, atrás do Campeonato Inglês, do Espanhol, do Alemão e do Argentino, respectivamente.
Confira a lista dos melhores campeonatos nacionais do mundo:

1 – Campeonato Espanhol – 580,0 pontos
2 – CAMPEONATO BRASILEIRO – 577,0 pontos
3 – Campeonato Argentino – 536,0 pontos
4 – Campeonato Italiano – 508,0 pontos
5 – Campeonato Inglês – 486,0 pontos
6 – Campeonato Alemão – 457,0 pontos
7 – Campeonato Francês – 413,0 pontos
8 – Campeonato Peruano – 407,0 pontos
9 – Campeonato Chileno – 362,5 pontos
10 – Campeonato Paraguaio – 357,5 pontos
11 – Campeonato Equatoriano – 342,5 pontos
12 – Campeonato Egípcio – 334,0 pontos
13 – Campeonato Mexicano – 330,0 pontos
14 – Campeonato Uruguaio – 329,0 pontos
15 – Campeonato Português – 324,0 pontos

terça-feira, 3 de agosto de 2010