

E ao que pareçe esse ano não vai ter jeito.
Este blog não tem fins lucrativos. É apenas um espaço para discussão, consulta, troca de informações, resultados, opiniões, indicações de leituras, vídeos, curiosidades sobre o futebol (nacional e internacional), relacionado aos mais diversos clubes (independente da atual divisão), seleções e outros esportes. E viva o futebol!

Nos últimos dois anos tivemos um boom na volta de grandes jogadores para o futebol brasileiro, ou a rápida passagem de grandes nomes pelo nosso futebol.
Desde a volta de Ronaldo fenômeno outros conceituados jogadores resolveram voltar ao país,podemos citar muitos nomes: Adriano, Vagner Love, Fred, Roberto Carlos, Mancini, Deco, Beletti, Elano e agora por último Ronaldinho Gaúcho.
O futebol brasileiro enfim aprendeu como trazer de volta grandes nomes e jogadores em potencial, bem como segurar por mais temo suas jóias, leia-se: Neymar, Ganso e Lucas que são os atuais nomes da nova safra que acaba de ganhar o sulamericano sub-20.
Para isso se move envolve diversos parceiros que trazem condições financeiras aos clubes de poder arcar com as despesas desses jogadores.
Muito se falou e se crucificou a polemica ida do Ronaldo Gaúcho ao flamengo e depois de muito ler e pesquisar sobre o assunto cheguei a conclusão que, precisa se apresentar propostas claras e condições favoráveis para esses nomes voltem ao país de origem sem medo de ser apenas um fiasco.
Pergunte ao Deco e ao Beletti se eles querem voltar a Europa, perguntem ao Adriano e Vagner Love se eles não querem voltar ao país de origem.
Claro que de forma alguma vamos chegar a conclusão que voltar ao Brasil hoje, significa sucesso e dinheiro na conta bancária com dinheiro em abundância e sim a nova visão dos gestores de como um país como esse pode explorar seu potencial num esporte tão popular como é o futebol.
Oxalá que mais craques voltem ao país, não em fim de carreira para jogar um ou dois anos, até porque com o avanço na medicina esportiva e trabalhos físicos diferenciados, jogar até os 40 anos é algo bem natural. Idade tem a ver com condicionamento físico sim, mas não é determinante para um jogador abandonar a carreira. Exemplos temos aos montes, Rivaldo, Rogério Ceni, Tulio, Van der Sar já estão beirando os 40 anos e exibem vigor físico e mental igual ao de “jovens”.
Quem sabe nos próximos anos e tomara até antes da Copa de 2014, mais craques estejam desfilando nos gramados brasileiros como: Kaká, Luis Fabiano, Robinho, Juan, Lucio, Julio Cesar...


Quem não gosta de ganhar presentes no final de ano?
Todos! Inclusive eu.
E ao apagar das luzes de 2010 eis que a CBF resolve “presentear” alguns clubes que há tempos reivindicavam títulos que eram contestados por diversas correntes.
Aqui mesmo no blog isso já foi motivo de discussão entre os que eram a favor e os que eram contra.
Eu, apesar dos pesares sou a favor, pelo simples fato de que estes títulos foram conquistados dentro de campo, independente da sua forma de disputa.
Vejam só, vamos listar os principais campeonatos do mundo e seus maiores vencedores:
Campeonato Espanhol: Real Madrid (31), Barcelona (19), Atletico de Madrid (9), Athletic Bilbao (8) e Valencia (6) = 73 titulos;
Campeonato Italiano: Juventus (27), Inter (18), Milan (17), Genos (9), Bologna e Torino(7) = 85 títulos
Campeonato Inglês: Liverpool e Manchester United (18), Arsenal (13), Everton (9), Aston Vila (7), Sunderland (6), Chelsea (4) = 75 títulos;
Campeonato Alemão: Bayer de Munique (27), Nuremberg (9), Schalke (7), Borussia (6), Hambugo, Stutgart e Borussia M (5), Werder e Kaiserlautern (4) = 72 títulos;
Campeonato Francês: Olympique e Saint-Etiene (10), Nantes (8), Lyon e Monaco (7), Bordeaux e Remis (6), Nice (4), Lille (3), PSG, Souchaux e Sete (2) = 59 títulos
Campeonato Português: Benfica (32), Porto (24), Sporting (18) = 74 títulos
Campeonato Argentino: River Plate (34), Boca Jrs. (29), Independiente e Racing (16), San Lorenzo (13), Alummi (10), Velez (7) = 125 títulos;
Campeonato Paraguaio: Olimpia (38), Cerro Porteño (28), Libertad (15) = 81 títulos;
Campeonato Uruguaio: Peñarol (46), Nacional (42), Defensor e River (4) = 96 títulos;
... enquanto isso no Brasil
Campeonato Brasileiro: São Paulo e Flamengo (6), Corinthians, Vasco e Palmeiras (4), Internacional (3), Grêmio e Santos (2), Outros (10) = 42 títulos
Ou seja, juntando todos os títulos dos campeões brasileiros é igual aos títulos do segundo maior campeão do campeonato uruguaio?
Ou seja, o futebol só existe aqui no país há 42 anos?
Lembrem-se que antes de 1971 o Brasil ganhou 3 copas do mundo.
Então o que se jogava no Brasil nessa época?
A resposta é simples. FUTEBOL!
E foi justamente nessa época que apareceram os maiores times da história do futebol brasileiro. O Santos de Pelé, o Palmeiras da Academia, o Botafogo de Garrincha e Nilton Santos entre outros.
O campeonato brasileiro era disputado pelas principais equipes de cada estado, fórmulas mirabolantes que no ano seguinte dava o direito do atual campeão entrar apenas nas semi-finais, até aí nada demais pois O São Paulo foi campeão da Libertadores em 93 entrando nas oitavas, ou seja, jogando seis vezes menos que no ano anterior.
O a CBF foi apenas oficializar o que era deles de fato e de direito.
Ser campeão com apenas 4 jogos não é demérito, caso contrário os clubes que conquistaram o mundial da FIFA antes do atual formato, não deveriam nem ser citados, mas não é o que acontece.
Com a oficialização dos títulos do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Taça Brasil e Taça de Prata temos antes de tudo o resgate da época de ouro do futebol brasileiro.
Com o atual formato os campeões brasileiros somam agora 58 títulos da seguinte forma:
Palmeiras - 8
Taça Brasil 1960 e 1967
Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1967 e 1969
Campeonato Brasileiro 1972, 1973, 1993 e 1994
Santos - 8
Taça Brasil 1961, 1962, 1963, 1964, 1965
Roberto Gomes Pedrosa 1968
Campeonato Brasileiro 2002 e 2004
São Paulo - 6
Campeonato Brasileiro 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008
Flamengo - 5
Campeonato Brasileiro 1980, 1982, 1983, 1992 e 2009
Corinthians - 4
Campeonato Brasileiro 1990, 1998, 1999 e 2005
Vasco - 4
Campeonato Brasileiro 1974, 1989, 1997 e 2000
Fluminense - 3
Roberto Gomes Pedrosa 1970
Campeonato Brasileiro 1984 e 2010
Internacional - 3
Campeonato Brasileiro 1975, 1976 e 1979
Bahia - 2
Taça Brasil 1959
Campeonato Brasileiro 1988
Botafogo - 2
Taça Brasil 1968
Campeonato Brasileiro 1995
Cruzeiro - 2
Taça Brasil 1966
Campeonato Brasileiro 2003
Grêmio - 2
Campeonato Brasileiro 1981 e 1996
Atlético-MG - 1
Campeonato Brasileiro 1971
Atlético-PR - 1
Campeonato Brasileiro 2001
Coritiba - 1
Campeonato Brasileiro 1985
Guarani - 1
Campeonato Brasileiro 1978
Sport - 1
Campeonato Brasileiro 1987
Será que temos futebol no Brasil há apenas 58 anos?
Detalhe interessante, os títulos estaduais dos 4 maiores clubes de São Paulo somam 86 títulos, os do Rio de Janeiro 102, fica difícil acreditar que o campeonato nacional tem apenas 58 anos de idade.
Independente do formato, da quantidade de jogos o mais importante é que seja resgatada a memória e o reconhecimento dos campeões do passado.
Sou a favor dessa unificação, mesmo perdendo o posto de “maior campeão brasileiro” com imensos 6 títulos!
O blog só volta em 2011, com muito mais postagens e informações interessantes.
Desejo á todos um Ano Novo repleto de saúde, paz, prosperidade e muitas realizações.
" A decisão foi política, como já tinha ficado claro desde o momento em que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, levantou o papel com o nome do Brasil escolhido para sede da Copa de 2014. Desde aquele já longínquo 30 de outubro de 2007, o Mundial brasileiro passou a ser um jogo político, em que o negócio e a racionalidade na gestão de recursos deram lugar a interesses pessoais e conjunturas para favorecimento e/ou prejuízo de outros.
O episódio mais recente disso é a escolha de um possível estádio corintiano para ser a sede paulistana durante a competição. Não, nada contra o Corinthians, ou a favor do São Paulo, do Morumbi, da Arena Palestra Itália ou do que quer que valha.
Esqueça a paixão clubística. Torça pela sua cidade, pelo seu dinheiro, pelo seu país.
São Paulo havia se preparado, desde sempre, para fazer a Copa no Morumbi. Recursos públicos seriam alocados para a melhoria da infraestrutura de transporte local (o que é dever do Estado, não há qualquer discussão sobre isso). Uma mudança de planos foi causada pela disputa política entre os presidentes da CBF e do São Paulo. E a cidade nessa?
Orgulhosa de ser o “motor do país”, a cidade de São Paulo é a que pior exemplo tem dado na gestão da Copa do Mundo. A arrogância paulistana mais uma vez falou mais alto. “Só nós somos capazes” é um lema que nós, paulistanos, adoramos usar. Mas a certeza de realização poderá ser cruel na questão do Mundial. Já se foram quase três anos desde que o Brasil foi escolhido como sede. Restam menos de três anos para o evento-teste da Fifa, que será a Copa das Confederações em 2013.
Dá para construir um novo estádio até lá? Sem dúvida. Mas e as questões urbanas, numa cidade tão complexa como São Paulo, são possíveis de serem resolvidas? Esse talvez seja o grande problema.
Ainda não há detalhes sobre o novo estádio corintiano. O que se sabe é que ele estará em Itaquera, região que, tal qual o Morumbi, carece de melhores investimentos em infraestrutura de transportes. Até aí, nada de novo. Mas será que em três anos é possível sanar essas deficiências? Capacidade de realização pode até ser que se tenha, mas com qual nível de qualidade? Qual é o exemplo que a cidade “motor” do país quer deixar?
Mais além disso, a questão seguinte é especificamente para o Corinthians. Um estádio em Itaquera é o melhor para o clube? Sem dúvida que é melhor do que se pagar a conta de aluguel do Pacaembu. Mas e o torcedor que já está acostumado, desde sempre, a ter o estádio municipal como “casa” do Timão? Ele vai concordar em ter de se deslocar para outro lugar? O hábito de consumo está intimamente ligado à região em que o estádio se localiza.
O estudo de viabilidade de uma arena é fundamental antes de sua construção. Se o Engenhão, por exemplo, tivesse feito o seu, perceberia que seria impossível manter um estádio daquele tamanho numa região distante do centro da cidade.
Em 1990, os italianos de Turim, uma espécie de São Paulo italiana, celebrou a construção do Delle Alpi para a Copa do Mundo. Afastado do centro, moderno (para a época), para ser usado pela maior torcida da cidade (e da Itália), não tinha como dar errado! A Juventus, 20 anos depois, já aprovou a construção de um estádio numa região mais central, para diminuir o prejuízo que tinha com a instalação “distante e fria”, como o próprio clube a classificou.
Em 1996, os holandeses de Amsterdã viram com certo receio a construção da Amsterdam Arena, numa região afastada do centro. Hoje, 15 anos depois, o local onde está o estádio é um dos mais valorizados centros de negócios da Europa. A arena tem casa cheia a maior parte do tempo e os imóveis da região passaram a valer muito dinheiro.
O que diferencia um caso do outro?
O primeiro estádio foi feito pensando-se na Copa do Mundo, sem preocupação com o conforto do torcedor e, também, com a facilidade de acesso ao local. O segundo, foi criado pensando-se em revitalizar uma área degradada de Amsterdã e oferecer uma arena adequada às exigências cada vez maiores do consumidor. O futebol é o motivo de tudo, mas o estádio e seu entorno foram construídos pensando-se em 24 horas de utilização, durante 365 dias do ano. Além disso, o Delle Alpi é gerenciado pela Juventus, enquanto que a arena de Amsterdã é controlada por uma empresa cuja função é fazer o local ser lucrativo e movimentado o tempo inteiro.
Quem vai gerenciar a nova arena do Corinthians? Como será o acesso do torcedor a ela?
Essas são questões que ainda estão de pé. E são fundamentais para que, de novo, a política não fale mais alto do que o negócio. Do contrário, a cidade de São Paulo terá um lindo e novo estádio para a abertura da Copa do Mundo. E, depois disso, ele será uma tremenda dor de cabeça para o dono dessa arena.
O estádio não pode ser pensado para a Copa do Mundo, mas sim para o dia-a-dia. Felizmente, a arena corintiana não será pública. É uma conta a menos para a população pagar. "