Este blog não tem fins lucrativos. É apenas um espaço para discussão, consulta, troca de informações, resultados, opiniões, indicações de leituras, vídeos, curiosidades sobre o futebol (nacional e internacional), relacionado aos mais diversos clubes (independente da atual divisão), seleções e outros esportes. E viva o futebol!
sábado, 9 de abril de 2011
A volta!
A correria está grande, mas prometo que as postagens voltarão ao normal em breve.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Palhaçada, simplesmente uma palhaçada.

Eu sei, foi a novela Redenção da extinta TV Excelsior, que passou dois anos no ar teve quase 600 capítulos, mas uma novela está prestes a quebrar esse recorde.
A novela envolvendo a famigerada taça das bolinhas (que diga-se de passage é bem feia) ganhou mais um capítulo essa semana.
A CBF em mais uma patacoada resolver reconhecer o Flamengo como campeão brasileiro de 1987, junto com Sport Recife o que trouxe novamente a discussão de quem é o verdadeiro "dono" dessa taça.
A princípio a taça era de quem ganhasse 5 títulos brasileiros alternados ou 3 títulos consecutivos.
O Flamengo ganhou 5 alternados e o São Paulo ganhou 3 consecutivos (6 títulos brasileiros no total) e ambos pleiteam a "posse" da taça.
E a Caixa Economica entregou ela ao São Paulo por ter ganho seus títulos dentro de campo, sem nenhum imbróglio jurídico.
Eis que a CBF, que de todos os circos é o maior que existe, resolveu jogar merda no ventilador ao fazer esse reconhecimento.
Sou torcedor do São Paulo e tenho uma grande simpatia pelo Flamengo, mas eu como presidente são paulino, devolveria essa taça ao Flamengo, afinal de contas os 6 títulos conquistados pelo tricolor foram dentro de campo, sem nenhum tapetão ou mudança de regulamento.
Com muita dor no coração digo: que o Flamengo fique contando os vil metais dessa taça do longícuo ano de 1987 de um título que eu não vi, mas vi sim meu São Paulo ganhar três brasileiros de forma consecutiva e DENTRO DE CAMPO.
E como diz o Juca Kfouri, "vamos tomar chá de cadeira esperando a queda do Ricardo Teixeira".
E tenho dito!
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
A volta dos que foram!
Nos últimos dois anos tivemos um boom na volta de grandes jogadores para o futebol brasileiro, ou a rápida passagem de grandes nomes pelo nosso futebol.
Desde a volta de Ronaldo fenômeno outros conceituados jogadores resolveram voltar ao país,podemos citar muitos nomes: Adriano, Vagner Love, Fred, Roberto Carlos, Mancini, Deco, Beletti, Elano e agora por último Ronaldinho Gaúcho.
O futebol brasileiro enfim aprendeu como trazer de volta grandes nomes e jogadores em potencial, bem como segurar por mais temo suas jóias, leia-se: Neymar, Ganso e Lucas que são os atuais nomes da nova safra que acaba de ganhar o sulamericano sub-20.
Para isso se move envolve diversos parceiros que trazem condições financeiras aos clubes de poder arcar com as despesas desses jogadores.
Muito se falou e se crucificou a polemica ida do Ronaldo Gaúcho ao flamengo e depois de muito ler e pesquisar sobre o assunto cheguei a conclusão que, precisa se apresentar propostas claras e condições favoráveis para esses nomes voltem ao país de origem sem medo de ser apenas um fiasco.
Pergunte ao Deco e ao Beletti se eles querem voltar a Europa, perguntem ao Adriano e Vagner Love se eles não querem voltar ao país de origem.
Claro que de forma alguma vamos chegar a conclusão que voltar ao Brasil hoje, significa sucesso e dinheiro na conta bancária com dinheiro em abundância e sim a nova visão dos gestores de como um país como esse pode explorar seu potencial num esporte tão popular como é o futebol.
Oxalá que mais craques voltem ao país, não em fim de carreira para jogar um ou dois anos, até porque com o avanço na medicina esportiva e trabalhos físicos diferenciados, jogar até os 40 anos é algo bem natural. Idade tem a ver com condicionamento físico sim, mas não é determinante para um jogador abandonar a carreira. Exemplos temos aos montes, Rivaldo, Rogério Ceni, Tulio, Van der Sar já estão beirando os 40 anos e exibem vigor físico e mental igual ao de “jovens”.
Quem sabe nos próximos anos e tomara até antes da Copa de 2014, mais craques estejam desfilando nos gramados brasileiros como: Kaká, Luis Fabiano, Robinho, Juan, Lucio, Julio Cesar...
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
A primeira vez que vi um adeus!

O baixinho Romário parou ainda em plena atividade.
Diferente do Ronaldo que foi de encontro ao que todos nós estávamos vendo e percebendo.
Apesar da inteligencia, Ronaldo já não correspondia ao que ele mesmo esperava de si.
Continuo com a minha antiga opnião. Ronaldo devia ter parado no final de 2009, quando tinha ganho quase tudo pelo Corinthians ou então devia ter parado ano passado após ser eliminado de novo da Libertadores, pelo Flamengo de Vagner Love e Adriano.
Mas ele continuou, bravamente, contra a vontade do próprio corpo.
Ronaldo fez juz ao apelido.
Creio que nunca mais surgirá outro FENÔMENO!
domingo, 16 de janeiro de 2011
Feliz Ano Novo!

Depois de uma novela envolvendo três grandes clubes de três grandes estados brasileiros o Flamengo foi quem teve um final feliz.
Sorte ao Ronaldinho, que em seu projeto de retorno ao Brasil tem como um dos objetivos voltar a vestir a camisa da Seleção Brasileira. Lembrando que a próxima Copa do Mundo será aqui no Brasil e o contrato do Ronaldinho com o Flamengo vai exatamente até esse ano.
Mas não foi só ele quem voltou ao Brasil. Mancini ex-Roma, Internazionale de Milão tbm voltou ao Brasil mais precisamente para o clibe que o revelou, o Atlético-MG. Rivaldo estrela do penta, tbm voltou as origens e vai defender o Mogi Mirim, clube do qual tbm é presidente.
Que em 2011 o nosso futebol nos dê muitas alegrias!
domingo, 26 de dezembro de 2010
Sobre a unificação dos títulos brasileiros
Quem não gosta de ganhar presentes no final de ano?
Todos! Inclusive eu.
E ao apagar das luzes de 2010 eis que a CBF resolve “presentear” alguns clubes que há tempos reivindicavam títulos que eram contestados por diversas correntes.
Aqui mesmo no blog isso já foi motivo de discussão entre os que eram a favor e os que eram contra.
Eu, apesar dos pesares sou a favor, pelo simples fato de que estes títulos foram conquistados dentro de campo, independente da sua forma de disputa.
Vejam só, vamos listar os principais campeonatos do mundo e seus maiores vencedores:
Campeonato Espanhol: Real Madrid (31), Barcelona (19), Atletico de Madrid (9), Athletic Bilbao (8) e Valencia (6) = 73 titulos;
Campeonato Italiano: Juventus (27), Inter (18), Milan (17), Genos (9), Bologna e Torino(7) = 85 títulos
Campeonato Inglês: Liverpool e Manchester United (18), Arsenal (13), Everton (9), Aston Vila (7), Sunderland (6), Chelsea (4) = 75 títulos;
Campeonato Alemão: Bayer de Munique (27), Nuremberg (9), Schalke (7), Borussia (6), Hambugo, Stutgart e Borussia M (5), Werder e Kaiserlautern (4) = 72 títulos;
Campeonato Francês: Olympique e Saint-Etiene (10), Nantes (8), Lyon e Monaco (7), Bordeaux e Remis (6), Nice (4), Lille (3), PSG, Souchaux e Sete (2) = 59 títulos
Campeonato Português: Benfica (32), Porto (24), Sporting (18) = 74 títulos
Campeonato Argentino: River Plate (34), Boca Jrs. (29), Independiente e Racing (16), San Lorenzo (13), Alummi (10), Velez (7) = 125 títulos;
Campeonato Paraguaio: Olimpia (38), Cerro Porteño (28), Libertad (15) = 81 títulos;
Campeonato Uruguaio: Peñarol (46), Nacional (42), Defensor e River (4) = 96 títulos;
... enquanto isso no Brasil
Campeonato Brasileiro: São Paulo e Flamengo (6), Corinthians, Vasco e Palmeiras (4), Internacional (3), Grêmio e Santos (2), Outros (10) = 42 títulos
Ou seja, juntando todos os títulos dos campeões brasileiros é igual aos títulos do segundo maior campeão do campeonato uruguaio?
Ou seja, o futebol só existe aqui no país há 42 anos?
Lembrem-se que antes de 1971 o Brasil ganhou 3 copas do mundo.
Então o que se jogava no Brasil nessa época?
A resposta é simples. FUTEBOL!
E foi justamente nessa época que apareceram os maiores times da história do futebol brasileiro. O Santos de Pelé, o Palmeiras da Academia, o Botafogo de Garrincha e Nilton Santos entre outros.
O campeonato brasileiro era disputado pelas principais equipes de cada estado, fórmulas mirabolantes que no ano seguinte dava o direito do atual campeão entrar apenas nas semi-finais, até aí nada demais pois O São Paulo foi campeão da Libertadores em 93 entrando nas oitavas, ou seja, jogando seis vezes menos que no ano anterior.
O a CBF foi apenas oficializar o que era deles de fato e de direito.
Ser campeão com apenas 4 jogos não é demérito, caso contrário os clubes que conquistaram o mundial da FIFA antes do atual formato, não deveriam nem ser citados, mas não é o que acontece.
Com a oficialização dos títulos do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, Taça Brasil e Taça de Prata temos antes de tudo o resgate da época de ouro do futebol brasileiro.
Com o atual formato os campeões brasileiros somam agora 58 títulos da seguinte forma:
Palmeiras - 8
Taça Brasil 1960 e 1967
Torneio Roberto Gomes Pedrosa 1967 e 1969
Campeonato Brasileiro 1972, 1973, 1993 e 1994
Santos - 8
Taça Brasil 1961, 1962, 1963, 1964, 1965
Roberto Gomes Pedrosa 1968
Campeonato Brasileiro 2002 e 2004
São Paulo - 6
Campeonato Brasileiro 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008
Flamengo - 5
Campeonato Brasileiro 1980, 1982, 1983, 1992 e 2009
Corinthians - 4
Campeonato Brasileiro 1990, 1998, 1999 e 2005
Vasco - 4
Campeonato Brasileiro 1974, 1989, 1997 e 2000
Fluminense - 3
Roberto Gomes Pedrosa 1970
Campeonato Brasileiro 1984 e 2010
Internacional - 3
Campeonato Brasileiro 1975, 1976 e 1979
Bahia - 2
Taça Brasil 1959
Campeonato Brasileiro 1988
Botafogo - 2
Taça Brasil 1968
Campeonato Brasileiro 1995
Cruzeiro - 2
Taça Brasil 1966
Campeonato Brasileiro 2003
Grêmio - 2
Campeonato Brasileiro 1981 e 1996
Atlético-MG - 1
Campeonato Brasileiro 1971
Atlético-PR - 1
Campeonato Brasileiro 2001
Coritiba - 1
Campeonato Brasileiro 1985
Guarani - 1
Campeonato Brasileiro 1978
Sport - 1
Campeonato Brasileiro 1987
Será que temos futebol no Brasil há apenas 58 anos?
Detalhe interessante, os títulos estaduais dos 4 maiores clubes de São Paulo somam 86 títulos, os do Rio de Janeiro 102, fica difícil acreditar que o campeonato nacional tem apenas 58 anos de idade.
Independente do formato, da quantidade de jogos o mais importante é que seja resgatada a memória e o reconhecimento dos campeões do passado.
Sou a favor dessa unificação, mesmo perdendo o posto de “maior campeão brasileiro” com imensos 6 títulos!
O blog só volta em 2011, com muito mais postagens e informações interessantes.
Desejo á todos um Ano Novo repleto de saúde, paz, prosperidade e muitas realizações.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Feliz Aniversário
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
UNIFICAÇÃO DOS TÍTULOS NACIONAIS
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Os riscos de uma arena para a Copa do Mundo
" A decisão foi política, como já tinha ficado claro desde o momento em que o presidente da Fifa, Joseph Blatter, levantou o papel com o nome do Brasil escolhido para sede da Copa de 2014. Desde aquele já longínquo 30 de outubro de 2007, o Mundial brasileiro passou a ser um jogo político, em que o negócio e a racionalidade na gestão de recursos deram lugar a interesses pessoais e conjunturas para favorecimento e/ou prejuízo de outros.
O episódio mais recente disso é a escolha de um possível estádio corintiano para ser a sede paulistana durante a competição. Não, nada contra o Corinthians, ou a favor do São Paulo, do Morumbi, da Arena Palestra Itália ou do que quer que valha.
Esqueça a paixão clubística. Torça pela sua cidade, pelo seu dinheiro, pelo seu país.
São Paulo havia se preparado, desde sempre, para fazer a Copa no Morumbi. Recursos públicos seriam alocados para a melhoria da infraestrutura de transporte local (o que é dever do Estado, não há qualquer discussão sobre isso). Uma mudança de planos foi causada pela disputa política entre os presidentes da CBF e do São Paulo. E a cidade nessa?
Orgulhosa de ser o “motor do país”, a cidade de São Paulo é a que pior exemplo tem dado na gestão da Copa do Mundo. A arrogância paulistana mais uma vez falou mais alto. “Só nós somos capazes” é um lema que nós, paulistanos, adoramos usar. Mas a certeza de realização poderá ser cruel na questão do Mundial. Já se foram quase três anos desde que o Brasil foi escolhido como sede. Restam menos de três anos para o evento-teste da Fifa, que será a Copa das Confederações em 2013.
Dá para construir um novo estádio até lá? Sem dúvida. Mas e as questões urbanas, numa cidade tão complexa como São Paulo, são possíveis de serem resolvidas? Esse talvez seja o grande problema.
Ainda não há detalhes sobre o novo estádio corintiano. O que se sabe é que ele estará em Itaquera, região que, tal qual o Morumbi, carece de melhores investimentos em infraestrutura de transportes. Até aí, nada de novo. Mas será que em três anos é possível sanar essas deficiências? Capacidade de realização pode até ser que se tenha, mas com qual nível de qualidade? Qual é o exemplo que a cidade “motor” do país quer deixar?
Mais além disso, a questão seguinte é especificamente para o Corinthians. Um estádio em Itaquera é o melhor para o clube? Sem dúvida que é melhor do que se pagar a conta de aluguel do Pacaembu. Mas e o torcedor que já está acostumado, desde sempre, a ter o estádio municipal como “casa” do Timão? Ele vai concordar em ter de se deslocar para outro lugar? O hábito de consumo está intimamente ligado à região em que o estádio se localiza.
O estudo de viabilidade de uma arena é fundamental antes de sua construção. Se o Engenhão, por exemplo, tivesse feito o seu, perceberia que seria impossível manter um estádio daquele tamanho numa região distante do centro da cidade.
Em 1990, os italianos de Turim, uma espécie de São Paulo italiana, celebrou a construção do Delle Alpi para a Copa do Mundo. Afastado do centro, moderno (para a época), para ser usado pela maior torcida da cidade (e da Itália), não tinha como dar errado! A Juventus, 20 anos depois, já aprovou a construção de um estádio numa região mais central, para diminuir o prejuízo que tinha com a instalação “distante e fria”, como o próprio clube a classificou.
Em 1996, os holandeses de Amsterdã viram com certo receio a construção da Amsterdam Arena, numa região afastada do centro. Hoje, 15 anos depois, o local onde está o estádio é um dos mais valorizados centros de negócios da Europa. A arena tem casa cheia a maior parte do tempo e os imóveis da região passaram a valer muito dinheiro.
O que diferencia um caso do outro?
O primeiro estádio foi feito pensando-se na Copa do Mundo, sem preocupação com o conforto do torcedor e, também, com a facilidade de acesso ao local. O segundo, foi criado pensando-se em revitalizar uma área degradada de Amsterdã e oferecer uma arena adequada às exigências cada vez maiores do consumidor. O futebol é o motivo de tudo, mas o estádio e seu entorno foram construídos pensando-se em 24 horas de utilização, durante 365 dias do ano. Além disso, o Delle Alpi é gerenciado pela Juventus, enquanto que a arena de Amsterdã é controlada por uma empresa cuja função é fazer o local ser lucrativo e movimentado o tempo inteiro.
Quem vai gerenciar a nova arena do Corinthians? Como será o acesso do torcedor a ela?
Essas são questões que ainda estão de pé. E são fundamentais para que, de novo, a política não fale mais alto do que o negócio. Do contrário, a cidade de São Paulo terá um lindo e novo estádio para a abertura da Copa do Mundo. E, depois disso, ele será uma tremenda dor de cabeça para o dono dessa arena.
O estádio não pode ser pensado para a Copa do Mundo, mas sim para o dia-a-dia. Felizmente, a arena corintiana não será pública. É uma conta a menos para a população pagar. "


